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Brown defenderá nome de Blair para a Presidência da UE

Premiê de Luxemburgo abre disputa pelo até aqui inexistente cargo de presidente da União Europeia

Efe,

28 de outubro de 2009 | 09h57

O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, defenderá nesta semana em Bruxelas o nome de Tony Blair para assumir o cargo de primeiro presidente da União Europeia (UE), afirmaram nesta quarta-feira, 28, fontes de Downing Street à BBC.

 

A disputa pelo até aqui inexistente cargo de presidente da União Europeia, a ser criado com a aprovação do Tratado de Lisboa, foi aberta oficialmente na terça-feira pelo primeiro-ministro de Luxemburgo, Jean-Claude Juncker. Ao jornal Le Monde, o premiê afirmou que aceitará ser candidato "caso seja chamado". Entre os nomes cogitados para o cargo ainda estão os premiês da Holanda, Jan-Peter Balkenende, e da Finlândia, Paavo Lipponen, além de Blair, considerado favorito.

 

Apesar de assunto ter sido desmentido anteriormente por Downing Street - residência oficial do primeiro-ministro do Reino Unido - há informações de que Brown sustentará eventual candidatura de Blair. A candidatura, no entanto, não encontra respaldo dentro do próprio país. O líder da oposição conservadora britânica, David Cameron, demonstrou nesta terça-feira que é contrário à futura Presidência da UE. Até agora, Blair ainda não se manifestou se aspira ou não o posto, embora se comente que há quem esteja trabalhando por ele.

 

O tabloide conservador britânico "Daily Mail" criticou na terça-feira a possibilidade de Blair chegar à Presidência europeia, após ter mentido aos concidadãos para levar o país à Guerra do Iraque e justificou que seria uma "ofensa à democracia". Blair construiu uma fortuna desde que deixou a chefia de governo por conta do circuito de conferências e seus trabalhos de assessoria a bancos e empresas, fato também criticado. Além disso, sobram críticas ao fato de ter sido enviado para a Paz no Oriente Médio, embora alguns coloquem em xeque sua imparcialidade pelas ligações com influentes personalidades israelenses.

 

O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, apoiou Blair em público. Também sustentam o nome do primeiro-ministro do Reino Unido o ministro francês de Relações Exteriores, Bernard Kouchner, embora o presidente francês, Nicolas Sarkozy, que vê sua candidatura com simpatia, duvide ultimamente enquanto a chanceler federal alemã, Angela Merkel, não deixar claro que vai apoiar.

 

Segundo fontes próximas a Blair citadas pelo jornal britânico "Financial Times", o ex-líder trabalhista quer saber a posição de Sarkozy e Merkel antes de tomar uma decisão.

 

O primeiro-ministro de Luxemburgo confirmou suas intenções e atacou aquele que considera seu principal adversário, Blair, cujo país não adota a moeda única, o euro, nem faz parte do acordo de livre circulação de pessoas, o Espaço Schengen. "Se eu for chamado, não terei razões para recusar o convite", disse. "Não consigo distinguir três temas nos quais a Grã-Bretanha tenha provado uma verdadeira inspiração europeia nos últimos 10 anos", acrescentou.

 

Pelo Tratado de Lisboa - que ainda depende de ratificação pela República Checa -, a escolha de um presidente e de um alto comissário para Relações Exteriores para mandatos de dois anos, renováveis por outros dois, será feita em eleição indireta, da qual participarão os 27 chefes de Estado e de governo da UE. O tema será discutido na cúpula do Conselho Europeu neste fim de semana, mas a escolha deve ser feita apenas em uma reunião extraordinária, a ser convocada para os dias 12 ou 13 de novembro, em Bruxelas.

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