Brown diz que derrota trabalhista nas eleições é decepcionante

Premiê britânico sofre revés em votação local; resultado deve ser o pior para o partido em 40 anos

Efe,

02 de maio de 2008 | 09h16

O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, reconheceu nesta sexta-feira, 2, que os trabalhistas obtiveram um resultado "decepcionante" nas eleições locais realizadas na quinta-feira na Inglaterra e no País de Gales, mas disse que seu partido aprenderá com o revés eleitoral.  Veja também:  Trabalhistas são derrotados nas eleições municipais Em declarações à imprensa na residência oficial de Downing Street, após tomar conhecimento de que os trabalhistas tinham sofrido a pior derrota em 40 anos, Brown disse que sua legenda "escutou" e "refletirá" sobre o que aconteceu. "É claro que foi uma noite decepcionante, certamente uma má noite para o Trabalhismo", destacou o chefe de governo britânico depois que seu partido obteve apenas 24% dos votos. Ele expressou seu pesar pelos vereadores trabalhistas que perderam e culpou pela derrota as "difíceis circunstâncias econômicas" que o país atravessa. Brown insistiu em que sua missão é "liderar" o país em momentos difíceis, se referindo à crise de créditos. "A prova da liderança não é o que acontece em períodos de êxito, mas o que acontece em circunstâncias difíceis", acrescentou.  O primeiro-ministro afirmou que o governo trabalhista conta com as políticas adequadas para que o Reino Unido possa superar os problemas. A respeito do resultado das eleições para a Prefeitura de Londres, esperado para esta tarde, Brown se limitou a destacar as conquistas do candidato trabalhista - o atual prefeito, Ken Livingstone - durante seus anos à frente do governo municipal. O candidato conservador é Boris Johnson, e os comentaristas afirmam que, dada a participação eleitoral em bairros da periferia, é possível que ele vença. O líder do Partido Conservador britânico, David Cameron, principal da oposição, destacou o "voto de confiança" que sua legenda recebeu nas eleições locais. Cameron disse que se trata de "um grande momento" para os "tories", que têm 44% dos votos, contra 24% dos trabalhistas e 25% dos liberal-democratas.

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