Brown diz que governo fará tudo para erradicar febre aftosa

Esse é o primeiro foco da doença no país desde 2001, quando milhares de animais foram sacrificados

EFE,

04 de agosto de 2007 | 10h38

O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, assegurou neste sábado, 4, que o governo está fazendo o possível para erradicar a febre aftosa, depois que na sexta-feira, 3, foi confirmado um foco da doença em uma fazenda de criação de gado na Inglaterra.   Em entrevista concedida no número 10 de Downing Street após presidir uma reunião do comitê de crise do Governo britânico, Brown destacou, como prioridade, estabelecer urgentemente a fonte da doença. Para isso, o Executivo iniciou uma série de pesquisas. "Posso assegurar aos moradores de comunidades rurais e em qualquer parte do país que estamos fazendo tudo o que está ao nosso alcance para examinar as provas científicas, chegar ao que aconteceu e então erradicar esta doença", afirmou Brown, que interrompeu as férias após ser informado do ocorrido.   Este é o primeiro foco de febre aftosa no Reino Unido desde a epidemia de 2001, que levou as autoridades a sacrificarem entre 6,5 e 10 milhões de cabeças de gado, com perdas que chegaram a £ 8,5 bilhões (€ 12,5 bilhões).   Em um breve comparecimento após presidir uma reunião do chamado Comitê Cobra, que costuma ser convocado em casos de emergência, Brown explicou que o Governo pretende agir "rapidamente e com decisão". Ele destacou as proibições impostas ao transporte de gado no país e a criação de zonas de proteção e vigilância em torno da fazenda afetada, próxima a Guilford, em Surrey, sul da Inglaterra, para evitar a propagação da doença.   Perguntado sobre se existia o risco de uma epidemia da mesma proporção que a de 2001, respondeu: "Estamos fazendo o que está ao nosso alcance para evitar uma repetição daqueles incidentes".   Brown, que agradeceu a cooperação dos moradores de comunidades rurais, assegurou que o Governo trabalhará "dia e noite" neste caso. O governo britânico, presidido na época por Toy Blair, foi criticado pela falta de rapidez e coordenação para resolver a epidemia de 2001.

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