Brown pede reunião do Conselho de Segurança sobre Mianmá

Premiê britânico alerta militares birmaneses de que o mundo acompanha a situação e a repressão no país

Efe,

26 de setembro de 2007 | 08h29

O primeiro-ministro do Reino Unido,Gordon Brown, pediu uma reunião ainda nesta quarta-feira, 26, do Conselho de Segurança da ONU para analisar a crise em Mianmá.  Veja também: Birmaneses saem às ruas; um monge é mortoMilitares impõem toque de recolherBrasileiro relator da ONU pede ajuda internacionalEm discurso na ONU, Bush anuncia sançõesEntenda a crise e o protesto dos monges   "Todo o mundo está olhando agora para Mianmá", afirmou Brown em declaração, depois que o governo birmanês mobilizou tropas nas ruas de Rangun para conter as manifestações de monges e estudantes a favor da democracia.O ministro de Assuntos Exteriores britânico, David Miliband, disse aos jornalistas que a situação no país asiática é "muito tensa" e pediu "moderação" às autoridades birmanesas.  Brown já havia defendido na terça-feira "uma ação internacional imediata" para evitar que as autoridades birmanesas recorram a medidas militares contra os manifestantes. O premiê se mostrou favorável a uma iniciativa da Presidência da União Européia, atualmente ocupada por Portugal, para advertir as autoridades birmanesas de que o bloco europeu "pode impor sanções mais duras, caso os birmaneses escolham as opções erradas". Pelo menos um monge morreu e outro foi ferido a tiros por soldados do Exército birmanês perto do pagode de Sule, no centro de Rangun, nesta quarta-feira, 26, disseram testemunhas à imprensa da cidade. A Junta Militar declarou na terça-feira à noite o toque de recolher e postou tropas em Yangun e outras cidades do país, para reprimir as manifestações de monges que começaram no dia 17 de setembro. Vários dirigentes e militantes da oposição foram detidos.FrançaO secretário de Estado de Relações Exteriores da França, Jean-Pierre Jouyet, considerou nesta quarta "inaceitável" a repressão das manifestações contra o regime em Mianmar, e avisou que os membros da Junta Militar serão considerados "pessoalmente responsáveis" pelo que acontecer no país."A Europa deve exercer a maior vigilância e a maior pressão sobre as autoridades birmanesas", opinou Jouyet, em entrevista à emissora France Info.O presidente francês, Nicolas Sarkozy, anunciou na terça em Nova York, na Assembléia Geral da ONU, que as autoridades francesas receberão nesta quarta a oposição birmanesa no exílio para manifestar seu apoio.Jouyet explicou que as autoridades francesas convocaram na terça-feira o encarregado de negócios de Mianmar na França para manifestar a "grave preocupação" com os protestos em Rangun e alertar contra o uso da força para reprimir os manifestantes.O secretário explicou a presença do grupo petrolífero francês Total em Mianmar, apesar das críticas aos lucros que gera para o regime militar. "O Total é o Total, a posição do governo francês é a posição do governo francês", resumiu.

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