Brown pedirá aumento de prisão preventiva para terroristas

Premiê lembrou que desde 2001 foram registradas 15 ameaças de ataques terroristas no Reino Unido

Efe,

25 Julho 2007 | 21h44

O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, disse nesta quarta-feira, 25, que o Governo fará uma consulta ao Parlamento sobre a viabilidade de ampliar, de 28 para 56 dias, o prazo de prisão preventiva sem acusações para suspeitos de terrorismo.   Na última sessão da Câmara dos Comuns antes do recesso de verão, Brown revelou alguns dos planos antiterroristas do governo.   O primeiro-ministro citou a possibilidade de duplicar o polêmico período de prisão sem acusações, ressaltando uma "tendência crescente" a considerar o prazo atual como insuficiente.   As opções para estender o prazo serão submetidas ao Parlamento e precisarão da aprovação de um juiz.   "Detecto uma tendência cada vez maior na opinião pública a pensar que nestas circunstâncias é necessária a detenção além dos 28 dias", observou.   Brown afirmou que as circunstâncias pedem que a polícia "tenha que intervir em breve para evitar um ataque" ou que "existam grandes quantidades de material de provas para ser analisado".   O primeiro-ministro lembrou que desde 2001 foram registradas 15 ameaças de ataques terroristas no Reino Unido. Só este ano, 30 pessoas foram condenadas.   Brown anunciou também a unificação dos serviços de Imigração com os de Alfândegas para contribuir para localizar e interceptar terroristas e imigrantes ilegais. A medida fora sugerida pelo Partido Conservador em anos anteriores e foi rejeitada pelo Parlamento.   Os responsáveis desta "força unificada" terão competências policiais, assim como de imigração, para agir em caso de precisar deter suspeitos de crimes ligados a imigração.   "Será estabelecida uma força aduaneira unificada nos principais pontos de entradas no Reino Unido", disse.   Além disso, o primeiro-ministro afirmou que todos que pedirem visto de entrada precisarão fornecer dados biométricos a partir de março de 2008.   O governo enviará outra consulta ao Parlamento sobre o uso de escutas telefônicas como prova nos julgamentos contra acusados de terrorismo.

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