Brown quer leis mais duras contra terrorismo no Reino Unido

Premiê apresenta propostas para o próximo ano e inclui déficit habitacional e sistema bancário nas prioridades

ADRIAN CROFT, REUTERS

06 de novembro de 2007 | 11h10

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, apresentou na terça-feira propostas para endurecer as leis contra o terrorismo e resolver o déficit habitacional no país, como parte de uma nova plataforma política para dar novo ânimo ao seu Partido Trabalhista. Em discurso proferido pela rainha Elizabeth numa colorida cerimônia parlamentar, o governo também anunciou planos para reformular o sistema bancário, para ajudar instituições em dificuldades e proteger os correntistas. Os problemas do atual sistema ficaram evidentes em setembro, quando o banco Northern Rock, líder em financiamento imobiliário no país, quebrou-- algo inédito em mais de cem anos no Reino Unido. "Meu programa de governo vai atender às aspirações das pessoas por melhor educação, habitação, saúde e serviços para crianças, e por um meio ambiente mais limpo", disse a rainha na sessão de abertura da legislatura, uma tradição de vários séculos. Escoltada pela cavalaria da corte, a rainha chegou numa carruagem para presidir a sessão conjunta do Parlamento - o que inclui a presença dos lordes em seus trajes cerimoniais. O discurso, redigido pelo governo, estabelece as leis que o governo pretende adotar no próximo ano. Brown, no cargo desde junho, decidiu em outubro não convocar eleições antecipadas, para não ameaçar seu prestígio, o que deu fôlego à oposição conservadora. Por isso, o discurso é visto como um reinício de seu governo, que substituiu ao de Tony Blair. Nas recentes pesquisas eleitorais, os conservadores aparecem cinco pontos percentuais atrás dos conservadores. O programa de Brown inclui a construção de 3 milhões de casas e uma lei ambiental destinada a reduzir as emissões de carbono, até 2050, para um nível 40 por cento inferior ao de 1990. Sobre a nova lei antiterror, o objetivo será facilitar o compartilhamento de dados entre política e agências de inteligência, e permitir que a polícia continue interrogando suspeitos mesmo após seu indiciamento - algo que atualmente só pode ocorrer em circunstâncias especiais.   O governo também pretende adotar uma medida que proibiria cidadãos condenados por terrorismo de viajarem para o exterior.   Jonathan Evans, diretor da agência de inteligência MI5, disse na segunda-feira que há pelo menos 2.000 indivíduos radicados no Reino Unido que apóiam o terrorismo e por isso representam uma ameaça nacional.    

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