Brown quer reduzir número de tropas britânicas no Afeganistão

Premiê afirma que basta apenas organizar o Exército afegão, que terá 135 mil soldados no ano que vem

Agência Estado e Associated Press,

22 de setembro de 2009 | 13h06

O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, disse nesta terça-feira, 22, que vai buscar o corte do número de soldados britânicos no Afeganistão, apesar do relatório do principal comandante americano, o general Stanley McChrystal, que pede um aumento no número de tropas.

 

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Brown disse que espera retirar alguns soldados britânicos tão logo as forças locais afegãs se tornem capazes de cuidar da segurança local. Seu comentários acontecem depois da avaliação do general McChrystal, a maior autoridade dos EUA no Afeganistão, que também atua como comandante da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Segundo ele não necessárias mais tropas estrangeiras no país.

 

"Nosso grande desafio é organizar o Exército afegão", disse Brown. "Ele era muito pequeno, mas agora conta com 80 mil homens E vai atingir a marca de 135 mil homens no ano que vem, então, gradualmente, o Exército afegão pode assumir mais controle sobre suas próprias questões e permitir que nossas forças os treinem e, assim, permitir que nossos soldados voltem na medida em que o Exército afegão cresce".

 

O jornal The Times informou nesta terça-feira que a Grã-Bretanha considera a hipótese de enviar mais mil homens em resposta ao relatório de McChrystal. O americano afirma que sem mais tropas, os Estados Unidos e seus aliados poderiam perder a guerra. Até o final do ano, os EUA terão o recorde de 68 mil homens no Afeganistão, que atuam com 38 mil soldados da Otan.

 

O Reino Unido tem cerca de 9 mil soldados - o segundo maior contingente - que em sua maioria estão na província de Helmand, no sul afegão. No total, 217 soldados britânicos morreram no Afeganistão desde a invasão liderada pelos americanos após os ataques de 11 de setembro.

 

O gabinete de Brown disse que nenhuma decisão foi tomada sobre o envio de mais soldados. "Nada foi determinado e nada foi descartado", disse um porta-voz de Brown, que falou em condição de anonimato.

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