Brown rechaça convocar eleições gerais no Reino Unido

Derrota em votação local questiona liderança do premiê; oposição pede para que trabalhista deixe o cargo

Agências internacionais,

25 de julho de 2008 | 09h00

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, assegurou nesta sexta-feira, 25, sua intenção de "seguir trabalhando" após o pedido do líder conservador britânico, David Cameron, para que premiê convocasse eleições gerais após a derrota sofrida pelo Partido Trabalhista na circunscrição de Glasgow Leste, na Escócia.   "Acho que o primeiro-ministro deveria desfrutar suas férias, mas depois penso que precisaríamos de umas eleições. Precisamos de uma mudança neste país", disse o líder conservador, David Cameron, aos jornalistas na porta de sua casa, em Londres. O líder tory destacou que o povo teve a oportunidade de se pronunciar sobre o governo, seja nas três eleições parciais realizadas recentemente ou no pleito municipal londrino de maio passado.   "Meu principal foco de atenção está em levar o país através destes difíceis momentos", disse o premiê britânico aos jornalistas. Brown insistiu que seu governo estava abordando as preocupações dos cidadãos em relação aos altos preços do petróleo e dos alimentos. "Estamos examinando tudo o que podemos fazer de forma que, no que é um problema mundial, possamos no Reino Unido ajudar aos cidadãos neste difícil momento".   O vencedor da eleição, o nacionalista John Mason, qualificou o resultado de "terremoto político" e de "vitória épica", enquanto a candidata trabalhista, Margaret Curran, lamentou a perda da cadeira por seu partido.   o Partido Nacionalista Escocês (SNP, na sigla em inglês) conseguiu superar a vantagem de 13.507 votos dos trabalhistas para vencer por 365 votos, na eleição parcial realizada nesta quinta-feira. O resultado complicado para o partido do primeiro-ministro representa, segundo analistas políticos, não somente um revés ao governo no Reino Unido, mas um voto de desconfiança para Brown e sua administração, e pode ser crucial para o futuro do líder trabalhista.

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