Lluis Gene / AFP
Lluis Gene / AFP

Bruxelas confirma busca de 5 políticos catalães; paradeiro é desconhecido

Líder separatista e ex-governador da Catalunha, Carles Puidgemont, está entre os procurados

O Estado de S.Paulo

04 Novembro 2017 | 09h51

Autoridades belgas confirmaram ter recebido mandados de prisão da União Europeia para cinco espanhóis, inclusive o líder separatista e ex-governador da Catalunha, Carles Puidgemont. A procuradoria da Bélgica disse neste sábado que "uma vez que as pessoas procuradas sejam encontradas e apresentadas a um juiz, a Justiça terá 24 horas para tomar uma decisão".

A prisão, ou não, dos cinco políticos espanhóis, explicaram autoridades, será definida, assim como a necessidade de mantê-los sob custódia por liderar o movimento separatista da Catalunha.

Além de Puidgemont, os mandados foram expedidos contra Maria Serret Aleu, Antoni Comin Oliveres, Lluis Puig Gordi e Clara Ponsati Obiols. O paradeiro deles é desconhecido até o momento. Os cinco procurados devem ser apresentados entre este fim de semana e segunda feira, explicaram os promotores, que disseram estar "sem pressa". 

A confirmação ocorre um dia após a Justiça da Espanha ter decretado a prisão de Puigdemont pelos crimes de rebelião e de desvio de verbas públicas. O governador deposto estava "refugiado" em Bruxelas, onde fica a sede da União Europeia. Puigdemont viajou à Bélgica sob a justificativa de chamar atenção da comunidade internacional para a questão da Catalunha, e decidiu permanecer no país mesmo com uma audiência mesmo com uma audiência marcada com a Justiça espanhola.

Horas antes do mandado de prisão ser emitido, o ex-governador havia declarado sua intenção de ser candidato nas eleições de 21 de dezembro - mesmo que vivendo no exterior.

Na quinta-feira, 2, oito líderes do gabinete dissolvido, incluindo ex,-secretários de Estado e o ex-vice-governador, Oriol Junqueras, foram presos. Em seu despacho nesta sexta, a juíza Carmen Lamela argumentou que o grupo organizou o plebiscito sobre a independência da Catalunha, sem a autorização de Madri e contrariando a Constituição. /AP

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