Bush condena 'brutal violência' russa na Geórgia

Presidente americano pressiona Moscou para aceitar cessar-fogo imediato e retirar tropas da região

AP e Reuters,

11 de agosto de 2008 | 19h19

O líder americano George W. Bush denunciou nesta segunda-feira, 11, o que ele chama de dramática e brutal escalada da violência russa na Geórgia. O presidente dos Estados Unidos pressionou Moscou para aceitar um cessar-fogo imediato e retirar suas tropas da região.   Veja também Ouça o relato de Lourival Sant'Anna  Roberto Godoy e Cristiano Dias comentam o conflito Imagens feitas direto da capital da Geórgia  Geórgia reagrupa tropas para defender capital Entenda o conflito separatista na Geórgia Professor comenta a situação no Cáucaso  Galeria de fotos do conflito    Ao retornar dos Jogos Olímpicos de Pequim, Bush colocou a crise no Cáucaso no topo de sua agenda. Para o chefe de Estado americano, o conflito parece ser uma tentativa da Rússia de tirar do poder o presidente georgiano, Mikhail Saakashvili, aliado dos EUA.   "A Rússia invadiu um país soberano e ameaçou um vizinho. Isso é inaceitável no século 21", declarou Bush em um discurso em Washington. Ele advertiu que se o governo russo continuar com a ofensiva, afetará "substancialmente" suas relações com os EUA e outros países.   "Tive uma reunião com a equipe de segurança nacional para discutir a situação na Geórgia. Estou profundamente preocupado com relatos de que as tropas russas se moveram para além da zona do conflito, atacando a cidade georgiana de Gori, e agora ameaçam a capital Tbilisi", continuou o líder americano.   "Há evidências de que as forças russas podem começar a bombardear o aeroporto civil na capital. Se essas informações estiverem certas, tais ações representariam uma escalada dramática e brutal no conflito na Geórgia", acrescentou o presidente, antes de voltar à China.   Bush indicou que o governo georgiano já teria aceitado o esboço de um acordo de paz que também seria aceito pela Rússia. Os termos incluiriam "um imediato cessar-fogo, a retirada das tropas da zona do conflito, o retorno ao status militar anterior ao confronto e o comprometimento em refutar o uso da força."   O chefe de Estado destacou que os líderes europeus e oficiais americanos estariam pressionando Moscou para aceitar o plano de paz. "O governo russo tem que respeitar a integridade territorial e a soberania da Geórgia". "As ações da Rússia nesta semana levantaram sérias questões sobre suas intenções na Geórgia e região", concluiu Bush.   Nos últimos dias, o governo russo tem ignorado os pedidos ocidentais para o fim da operação na Geórgia - considerada legítima por Moscou - e respondido com força ao contra-ataque de Tbilisi.   A Rússia iniciou a ação militar na sexta-feira, alegando que agia em defesa dos cidadãos russos na província separatista de Ossétia do Sul, que estava sendo bombardeada pelo governo georgiano.

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