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Bush reconhece a independência de Kosovo

Presidente americano afirma que a causa do novo Estado kosovar é algo que sempre foi defendido por ele

Efe e Associated Press,

18 de fevereiro de 2008 | 10h08

Em visita à Tanzânia, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, afirmou que "os kosovares são agora independentes". Durante entrevista para uma emissora de televisão, o chefe de governo afirmou que acompanhará como a situação se encaminhará, mas que a independência da província é algo que ele sempre defendeu.  Veja também:Sérvia acusa líderes de Kosovo por 'crime contra a ordem'Kosovo luta pelo reconhecimento internacionalGuterman: Kosovo independente faz o mundo pisar em ovos  Independência aumenta abismo entre Rússia e OcidenteEntenda o que está em jogo em KosovoMapa: a disputa dos Bálcãs  Kosovo amanheceu com a "ressaca" das comemorações pela independência, declarada neste domingo de forma unilateral, e enfrenta um dia tenso, com manifestações de repúdio nos principais centros sérvios da província. O governo de Pristina, que se reuniu pela primeira vez após a proclamação da independência, afirmou que espera receber os primeiros reconhecimentos diplomáticos. Ao apelarem diretamente para os EUA e outras nações para que a independência seja reconhecida, os líderes kosovares entraram em rota de colisão com a Sérvia, indignada com a iminente perda de território, e com a Rússia. Kosovo continuou sendo uma província sérvia mesmo depois de 1999, quando passou a ser administrada pelas Organizações das Nações Unidas e do Tratado do Atlântico Norte. Em abril do ano passado, o enviado especial da ONU Matti Ahtisaari recomendou que o Kosovo obtivesse independência, mas sob supervisão internacional. A busca por uma solução negociada para o plano foi frustrada pela intransigência dos kosovares, que queriam independência plena, e dos sérvios, que ofereceram somente autonomia. "O plano de Ahtisaari é a base para seguirmos adiante", disse Bush em Dar Es Salaam. Oposição russa O vice-ministro de Assuntos Exteriores da Rússia, Vladimir Titov, afirmou que a opção que o Ocidente fizer sobre a independência do Kosovo será uma prova de "seu apego ou não à moral e ao direito internacional". "A proclamação unilateral da independência por Pristina é um grave desafio às bases da ordem mundial e à estabilidade internacional", disse Titov, citado pela agência Interfax. O vice-ministro de Exteriores disse que os passos do Ocidente no que se refere ao reconhecimento ou não da independência do Kosovo será "uma espécie de prova de sua capacidade de adotar decisões responsáveis, de seu apego ou não à moral e ao direito internacional". "Temos o propósito de continuar colocando o retorno da regra sobre o Kosovo ao âmbito legal, e não só nos marcos do Conselho de Segurança da ONU, mas também em outras organizações internacionais, incluindo a OSCE (Organização para Segurança e Cooperação na Europa) e o Conselho da Europa", acrescentou. Titov disse que Moscou também usará os canais de diálogo com a União Européia e a Otan para "demonstrar que suas posições são erradas".  Imediatamente depois de o Kosovo declarar sua independência, a Rússia pediu uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU. O Kremlin já tinha declarado oficialmente que nunca reconhecerá a independência kosovar sem a aprovação de Belgrado. "O reconhecimento da independência do Kosovo seria ilegal e imoral", disse na semana passada o presidente russo, Vladimir Putin. Moscou sustenta que a independência do Kosovo abrirá a "caixa de Pandora" das pretensões independentistas de muitas outras regiões, tanto em relação à Rússia (Abkházia, Ossétia do Sul, Nagorno Karabakh e Transdnístria), quanto à Espanha, França e Itália.

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