Bush se despede da Europa em viagem quase despercebida

Em último giro pelo continente, presidente visita Alemanha, Itália, França e Reino Unido sem grande destaque

Agências internacionais,

09 de junho de 2008 | 11h23

O presidente americano, George W. Bush, inicia nesta segunda-feira, 9, sua última viagem pela Europa antes de deixar a Casa Branca no final do ano. Ele deverá tratar com os principais líderes europeus temas como o programa nuclear iraniano, a mudança climática e a estratégia para a obtenção de um acordo de paz no Oriente Médio.   Veja também:   Papa vai receber Bush em cenário especial   Como muitos americanos, os europeus parecem fatigados com a figura de Bush. Sua decisão de invadir o Iraque motivou o sentimento antiamericano em muitos países, como reconhece o próprio presidente. Ele desembarca na Eslovênia nesta segunda, onde participará de uma cúpula entre Estados Unidos e União Européia. Até o dia 16 de junho, ele ainda visitará a Alemanha, Itália, França e Reino Unido - parceiros do governo americano nos últimos anos. O presidente ainda será recebido pelo papa Bento 16 na Cidade do Vaticano.   A menos de oito meses de Bush deixar a liderança dos EUA, os líderes europeus esperam discutir os principais assuntos internacionais relacionados entre os dos países. A mudança climática, o desafio atômico iraniano e as relações com a Rússia são algumas das questões em comum.   Bush pretende ainda conseguir um maior compromisso com seus aliados no Afeganistão, discutir caminhos para que a Sérvia siga pelo caminho da democratização e a aceleração do Leste Europeu com as instituições democráticas européias. Segundo o El Pais, fontes da Casa Branca afirmam que Bush espera reiniciar o diálogo com Alemanha e França sobre a Guerra do Iraque, que se converteu no maior fracasso da administração de Bush.   Bush deve ainda aproveitar para destacar o candidato republicado à Presidência dos EUA, John McCain. Segundo pesquisa do jornal britânico Daily Telegraph, os europeus preferem claramente o democrata Barack Obama. A sondagem afirma que 58% é a favor da eleição do senador de Illinois.   (Com Reuters e Associated Press)

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