Bush tem recepção calorosa de Berlusconi em Roma

Primeiro-ministro italiano e presidente americano trocam beijos durante visita oficial à Itália

Ansa e Reuters,

12 de junho de 2008 | 16h17

O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, recebeu na tarde desta quinta-feira, 12, o presidente americano, George W. Bush, na residência oficial de Villa Madama, onde ocorrerá uma reunião, seguida de uma coletiva de imprensa e de um jantar. No encontro entre Bush e Berlusconi, o líder americano cumprimentou calorosamente o presidente do Conselho de Ministros italiano.   Veja também: Bush é recebido na Itália sob protestos   Os dois trocaram dois beijos nas bochechas e o italiano mostrou um broche com as bandeiras da Itália e dos Estados Unidos. Em seguida, houve um terceiro beijo e um "how are you" por parte de Bush. Os dois líderes caminharam por um tapete vermelho, acompanhados da banda do Exército e de representantes das Forças Armadas e da polícia.   Pouco depois, Bush e Berlusconi se sentaram em uma sala com as suas respectivas equipes, incluindo intérpretes. Ao lado do primeiro-ministro estava a delegação italiana, composta pelo ministro das Relações Exteriores, Franco Frattini, do subsecretário da presidência, Gianni Letta, do embaixador italiano nos EUA, Gianni Castellaneta, e do porta-voz e subsecretário Paolo Bonaiuti.   Diante da delegação italiana, acomodados em outro sofá, estavam o embaixador dos EUA na Itália, Ronald Spogli, o chefe da equipe da Casa Branca, Josh Bolten, e o conselheiro para a segurança nacional, Stephen Hadley.   A sala era muito pequena para abrigar os fotógrafos e os cinegrafistas. Por isso, houve rodízio entre os membros da imprensa, que foram divididos em dois grupos. Bush brincou que é isso o que acontece quando se está com pessoas importantes como Berlusconi.   Pouco depois, foi a vez de Berlusconi. Os fotógrafos do segundo grupo pediram que os dois líderes se cumprimentassem para mais uma foto. Bush estendeu a sua mão e o premier, brincando, fingiu que estava sentindo dores devido ao vigoroso aperto de mão do americano.   Em seguida, Berlusconi levantou o braço direito para mostrar os seus músculos e disse, brincando com o presidente e apontando para o seu braço: "Toque aqui". "Você é muito forte", respondeu Bush, rapidamente.   Apesar da recepção calorosa por parte do premiê, o chefe de Estado dos EUA teve uma recepção fria dos italianos, com cerca de 2 mil pessoas protestando durante sua chegada ao país na quarta-feira e algumas manifestações isoladas na quinta-feira, como um pequeno grupo que gritava "Bush, vá para casa" quando o presidente visitou a Academia Americana de Roma.   Irã   Ainda nesta quinta, Bush, afirmou que "considera seriamente" a incorporação da Itália no grupo que trata da questão nuclear iraniana e insistiu que "todas as opções estão sobre a mesa", em referências às medidas de retaliação contra Teerã, caso o país prossiga com o programa atômico que Washington vê como uma ameaça bélica.   "O Irã deve renunciar às ambições de desenvolver armas nucleares", reiterou Bush. "Teerã deve ter o direito de possuir energia nuclear para fins pacíficos, mas não acredito que deva ter o direito de adquirir urânio."   Grupo 5 + 1   Segundo o presidente americano, também foi discutido no encontro desta quinta o interesse da Itália em ser incorporada ao grupo internacional que discute a questão iraniana, o chamado Grupo 5+1, formado pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU mais Alemanha.   "Falamos com Silvio do 5+1 e estou considerando seriamente essa situação", anunciou Bush em uma coletiva de imprensa após a reunião. "Eu disse com clareza que todos devemos mandar a mesma mensagem a Teerã: 'interrompa o projeto de enriquecimento de urânio ou as sanções serão cada vez mais duras'".   Por sua vez, o anfitrião italiano reafirmou o interesse da Itália em participar das negociações. "Oferecemos a nossa disponibilidade em nos somarmos aos outros países europeus, ao lado de China, Rússia e Estados Unidos, nas negociações com o governo iraniano, porque conhecemos o Irã por dentro", explicou Berlusconi.   "Muitos de nossos negócios importantes operam ali há anos e acreditamos que podemos ser úteis em dar prosseguimento à política que Bush e Putin decidiram para aquele país", acrescentou o primeiro-ministro. "Mas devemos estar seguros da vontade de caminhar em direção ao uso pacífico da tecnologia nuclear", conclui.  

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