Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Estadão Digital
Apenas R$99,90/ano
APENAS R$99,90/ANO APROVEITE

Câmara dos Lordes britânica é alvo de denúncias de corrupção

Mais de 40 lordes são acusados de permitir acessos privilegiados a lobistas de empresas de relações públicas

Agências internacionais,

29 de janeiro de 2009 | 15h26

A Câmara dos Lordes do Reino Unido é alvo de suspeitas de corrupção sobre alguns de seus membros, além de outros fatores externos. Mais de 40 lordes deram acessos privilegiados a lobistas que trabalham para empresas de relações públicas, grupos de pressão e outros organismos, segundo o jornal Financial Times.   De acordo com a publicação, Thomas Taylor, do Partido Trabalhista, por exemplo, teria aceitado cerca de US$ 140 mil em propina. "Isso é pouco para o que eu fiz por eles", disse o lorde, segundo o Financial Times. Do Sindicato Nacional de Agricultores à empresa petrolífera BP, empresas privadas do setor de saúde como a Bupa ou a Associação de Anunciantes, todas estas instituições têm empregados com acesso à Câmara dos Lordes.   Isso não significa necessariamente que se tenha violado o regulamento atual sobre consultores externos, que podem trabalhar para os lordes sempre que especifiquem a organização que os emprega e os clientes que podem ser beneficiados com esse acesso privilegiado.   Quatro lordes trabalhistas negaram ter oferecido seus serviços para tentar mudar determinadas leis em troca de dinheiro, o que, por sua vez, constituiria um claro caso de suborno, como denunciou o jornal dominical The Sunday Times após uma investigação.   As suspeitas que pesam sobre esses quatro lordes causaram fortes protestos contra os trabalhos de consultoria realizados por 140 dos 743 membros dessa câmara. A oposição, tanto por parte dos conservadores quanto dos liberal-democratas defende mudar as leis de modo que se possa expulsá-los da câmara alta e retirar os títulos dos lordes que violem seu código de conduta.   Em declarações ao jornal The Independent, o líder conservador, David Cameron, classifica o comportamento dos quatro de "totalmente inaceitável" e afirma que, se ganhar as próximas eleições, seu governo mudará as leis para poder expulsar os lordes corruptos.   Segundo o jornal, além desses quatro lordes, outros oito ex-membros de governos trabalhistas que ocupam hoje cadeiras nessa câmara aceitaram dinheiro em troca de atividades de consultoria de caráter privado.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.