Cameron está sob pressão com pistas aéreas lotadas na Grã-Bretanha

O primeiro-ministro da Grã-Bretenha, David Cameron, está sob intensa pressão de líderes empresariais e de companhias aéreas para acabar com anos de impasse e decidir se expandirá o sobrecarregado aeroporto de Heathrow, em Londres, algo que vai enfurecer os eleitores locais e alguns membros de seu próprio partido.

RHYS JONES E MARIA GOLOVNINA, Reuters

11 de novembro de 2012 | 13h31

A decisão irá afetar 750 mil pessoas que vivem perto do aeroporto, no oeste de Londres, e que estão preocupadas com a poluição do ruído de aeronaves e segurança.

Para Heathrow, as apostas são altas. Sem novas pistas e aeroportos, a Grã-Bretanha corre o risco de se transformar em um coadjuvante global de aviação com a competição esquentando a partir de centros mais atraentes da Europa.

"O governo deve andar nas pontas dos pés com a questão da aviação por causa das considerações políticas no curto prazo", disse o diretor-geral da Câmara Britânica de Comércio, John Longworth.

"A menos que os políticos enfrentem o problema e tomem algumas decisões difíceis, tanto as nossas exportações como o nosso potencial investimento estrangeiro vai sofrer."

Heathrow é o terceiro aeroporto mais movimentado do mundo, mas está perto de sua capacidade total. O governo deve decidir se quer expandi-lo ou considerar outras opções, tais como a construção de um novo centro em outro lugar na área de Londres.

Sob pressão de grupos liberais e verdes, a coalizão conservadora liderada por Cameron, se opôs à construção de uma terceira pista em Heathrow, depois que chegou ao poder em 2010. Ela também descartou a expansão de aeroportos secundários de Londres no aeroporto de Gatwick e Stansted.

O debate esquentou este mês com o lançamento de uma comissão nomeada pelo governo para rever todas as opções disponíveis e, finalmente, decidir o que fazer.

Já é um assunto quente para a próxima eleição geral. Desde que a comissão não deve apresentar um relatório até depois da votação de 2015, observadores acreditam que isso daria Cameron a chance de voltar atrás e apoiar o plano de expansão de Heathrow.

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