Candidato de Putin quer que ele ocupe cargo de premiê

Medvedev afirma que sua candidatura deve garantir rumo político do atual governo de Moscou

Agências internacionais,

11 de dezembro de 2007 | 10h54

O vice-primeiro-ministro russo Dmitri Medvedev, candidato governista às eleições presidenciais de 2 de março de 2008, propôs que o atual chefe de Estado, Vladimir Putin, continue no poder como primeiro-ministro.   Veja também: Candidato de Putin promete investimento social   "Considero de suma importância para o país conservar em um cargo importantíssimo do Poder Executivo, no cargo de chefe de governo da Federação Russa, Vladimir Vladimirovich Putin", disse Medvedev em discurso pelo canal de notícias Vesti-24.   Medvedev agradeceu os quatro partidos - Rússia Unida, Rússia Justa, Força Cívica e Partido Agrário - que propuseram sua candidatura à Presidência da Rússia. A proposta, acrescentou Medvedev, é vinculada "à necessidade de garantir a continuidade do rumo político que nosso país segue há oito anos".   "A Rússia recuperou o lugar que lhe corresponde na comunidade internacional", disse o vice-primeiro-ministro, de 42 anos, e também presidente da gigante de gás Gazprom. Com o apoio de Putin, ele está agora em posição de vantagem para vencer a eleição presidencial de 2 de março, já que a maioria dos eleitores russos está disposta a votar em quem quer que o atual presidente indique.   Na semana que vem, Medvedev deve ser indicado como candidato à Presidência pelo partido Rússia Unida, que apóia Putin, encerrando meses de especulação. Outro nome que vinha sendo considerado por analistas era do também vice-primeiro-ministro Sergei Ivanov.   A candidatura contará com o apoio de outras três siglas pró-Kremlin. O repórter da BBC em Moscou James Rodger disse que o apoio "maciço" à candidatura de Medvedev aumentará suas chances de vencer as eleições presidenciais marcadas para março do ano que vem.   No sistema político russo, o presidente detém amplos poderes, que incluem a indicação de governadores de Províncias. Putin já deixou claro que pretende seguir influenciando e exercendo liderança na política russa após cumprir seu segundo termo como presidente.   No início do mês, o Rússia Unida venceu com grande vantagem as eleições parlamentares, o que dará aos aliados do atual presidente voz dominante no Legislativo russo.

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