Guillaume Horcajuelo/Efe
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Candidato socialista francês quer elevar impostos de ricos

Hollande, que lidera as pesquisas de opinião, pretende eliminar a grande dívida pública até 2017

REUTERS

26 de janeiro de 2012 | 10h09

PARIS - O favorito da corrida presidencial da França, François Hollande, disse que elevará os impostos sobre os ricos, cortará os tributos sobre os lucros de empresas menores e cancelará bilhões de euros em incentivos fiscais introduzidos pelo atual presidente, o conservador Nicolas Sarkozy, caso venha a substituí-lo em maio.

O socialista Hollande, que lidera as pesquisas de opinião, também disse que manterá a atual promessa do governo de eliminar a grande dívida pública até 2017, mas argumenta em um manifesto publicado nesta quinta-feira, 26, que poderia fazer isso ao mesmo tempo em que criaria 60 mil novos empregos para professores e 150 mil empregos custeados pelo Estado para trabalhadores iniciantes.

Detalhes do programa eleitoral de Hollande foram publicados por sua equipe de campanha antes de o candidato apresentá-lo para a mídia, nesta quinta-feira, depois de Hollande ter apresentado como tema central de um discurso feito no domingo seus planos para dar uma reviravolta na França nos próximos cinco anos.

Incentivos fiscais no valor de 29 bilhões de euros para a população mais rica, introduzidos sob a gestão de Sarkozy, seriam eliminados e 20 bilhões de euros em novos compromissos com gastos serão incluídos no programa.

Impostos sobre lucros de companhias sofreriam um grande corte no caso de pequenas empresas e reduzidos para todas as outras, com exceção das grandes companhias.

Mais significativamente, Hollande assegurou reformas fiscais mais profundas que podem levar a maiores taxações da renda que os ricos ganham da venda de ações e outros investimentos que estão sobre e acima do valor de salários anuais.

As pesquisas de opinião para o segundo turno das eleições presidenciais em 22 de abril e 6 de maio sugerem que Hollande pode derrotar Sarkozy por mais de 10 pontos porcentuais de vantagem no turno decisivo, o que o tornaria o primeiro presidente socialista em 17 anos.

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