Capitão do Concordia vai à Justiça contra sua demissão

O capitão do navio Costa Concordia, que naufragou em janeiro na costa italiana, matando até 32 pessoas a bordo, abriu um processo por demissão sem justa causa contra a empresa Costa Cruzeiros, disse seu advogado na quarta-feira.

Reuters

10 de outubro de 2012 | 18h55

Além de ser demitido, o italiano Francesco Schettino foi acusado por promotores de ter causado o acidente, ao se aproximar demais da ilha de Giglio. Ele pode ser processado por múltiplos homicídios e por abandonar o navio antes da conclusão dos trabalhos de resgate.

A audiência preliminar do processo penal está marcada para segunda-feira.

O advogado Bruno Leporatti disse que "o capitão Schettino não fez mais do que exercer seu direito" ao contestar judicialmente a demissão.

Depois do acidente, Schettino foi ridicularizado pela imprensa da Itália, onde seu nome se tornou símbolo de incompetência e covardia.

(Reportagem de Gavin Jones)

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