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Capitão do Costa Concordia não estava drogado no acidente, aponta exame

Francesco Schettino testou negativo, afirma advogado; comandante continua em prisão domiciliar

Reuters

23 de janeiro de 2012 | 13h56

GROSSETO - O comandante do navio Costa Concordia, Francesco Schettino, não estava sob o efeito de drogas quando o cruzeiro bateu em uma rocha que abriu um buraco em seu casco, fazendo a embarcação afundar perto do porto da ilha italiana de Giglio, disse seu advogado nesta segunda-feira, 23.

Um relatório toxicológico mostrou que Schettino testou negativo para drogas, disse aos jornalistas seu advogado, Bruno Leporatti. "Não temos dúvidas sobre isso", disse Leporatti.

 

A declaração foi feita enquanto mergulhadores retomavam a busca por corpos na embarcação, que está virada de lado perto de Giglio. Os mergulhadores encontraram nesta segunda-feira mais dois corpos no deque número 4 do Costa Concordia, disse o chefe da defesa civil italiana, Franco Gabrielli.

Os corpos são de duas mulheres e foram encontrados perto do café Internet no quarto deque, declarou Gabrielli a repórteres. "Isto eleva o número de corpos localizados para 15", afirmou. Os cadáveres ainda iriam ser removidos da embarcação e levados para identificação, acrescentou.

Pelo menos 18 pessoas continuam desaparecidas. O acidente ocorreu em mar calmo e com bom tempo, quando o navio de 114 mil toneladas se aproximava da ilha, aparentemente para fazer uma manobra conhecida como "saudação".

Schettino foi acusado de homicídio múltiplo e de abandonar o navio antes que a retirada dos mais de 2,4 mil passageiros e tripulantes estivesse completa. Ele cumpre prisão domiciliar em sua cidade natal, Meta di Sorrento, perto de Nápoles.

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