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Carla Bruni se desculpa por comparação sobre imprensa nazista

Primeira-dama francesa diz que errou em igualar veículos de fofoca com os que apoiaram Hitler na guerra

Efe,

13 de fevereiro de 2008 | 11h08

A nova primeira-dama da França, Carla Bruni, admitiu nesta quarta-feira, 13, que se equivocou ao comparar os métodos de certos sites com os da "imprensa colaboracionista" do regime nazista durante a Segunda Guerra Mundial e se disse "desolada" se magoou alguém.   Com uma declaração na versão online da revista L'Express", onde deu sua primeira entrevista desde que se casou com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, no último dia 2, a cantora e ex-modelo italiana tratou de acabar a polêmica.   Na longa entrevista divulgada na terça, Carla foi perguntada sobre a publicação no site do semanário Lhe Nouvel Observateur de uma informação segundo a qual, oito dias antes de casar-se com ela, Sarkozy teria enviado uma mensagem de celular para Cécilia Ciganer Albéniz, sua ex-mulher, dizendo que se ela estivesse disposta a reatar o casamento, ele anularia tudo e voltaria. O advogado de Sarkozy afirmou que a informação era falsa e o presidente decidiu processou o site.   Questionada, Carla disse na entrevista ao L'Express que o processo "justificado" não era contra um órgão de imprensa, mas contra "os novos meios de desinformação", acrescentando que a "internet pode ser a pior e a melhor das coisas". "Se esse tipo de lugar tivesse existido durante a guerra, que teria passado com as denúncias contra os judeus?", se perguntou a primeira-dama.   Em sua declaração desta quarta, Carla se declara "extremamente desolada se 'magoou alguém' com seus comentários e reconhece que fez mal em comparar 'os métodos empregados na internet com os empregados pela imprensa colaboracionista'". "Só quis dizer todo o mal que penso destes ataques, que degradam a informação. E o perigo potencial que representam", explicou.   Com as novas declarações, Bruni reagiu às críticas lançadas pelo diretor da redação da Lhe Nouvel Observateur, Michel Lavro. "Não se brinca com este tipo de afirmação", disse Lavro, sobre a comparação feita por Carla com a imprensa nazista. Lavro taxou a interpretação da primeira-dama de "alucinante, bastante incrível e patética", em uma palavra "de tudo imbecil".

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