Carro-bomba deixa 46 feridos em quartel policial na Espanha

Um carro-bomba explodiu do lado de fora de um quartel da Guarda Civil na cidade espanhola de Burgons, no norte do país, nesta quarta-feira, deixando 46 feridos. As autoridades culparam o grupo separatista basco ETA pelo ataque.

JASON WEBB E BEN HARDING, REUTERS

29 de julho de 2009 | 07h36

A explosão aconteceu por volta de 4 horas da manhã (23h de terça-feira em Brasília) e destruiu quase que totalmente o muro do quartel, no maior ataque recente do ETA, que tem sido enfraquecido por várias prisões de seus líderes nos últimos meses.

"É quase um milagre que ninguém tenha se ferido mais gravemente", disse um porta-voz dos serviços de emergência, acrescentando que o quartel foi esvaziado e bombeiros estavam vasculhando o local.

A maior parte dos feridos sofreram cortes devido aos estilhaços e, apesar de ninguém ter ficado gravemente machucaco, 38 pessoas foram transferidos para um hospital da cidade histórica, de acordo com o porta-voz.

O carro carregado de explosivos estava estacionado do lado de fora do quartel, onde moram policiais paramilitares da Espanha e suas famílias. Várias crianças ficaram feridas na explosão.

"Aqueles que fazem esse tipo de coisa vão parar na prisão", disse Manuel Chaves, um dos vice-primeiros-ministros da Espanha.

As autoridades acreditam que o ETA está pressionado para mostrar quer ainda pode realizar ataques apesar de ter sido enfraquecido pos várias prisões, incluindo de seu suposto líder, Jurdan Martitegi, em abril.

O ETA é considerado responsável por ao menos 80 mortes nos últimos 40 anos em sua campanha pela independência do País Basco, região localizada entre o norte da Espanha e o sul da França.

(Reportagem adicional de Inmaculada Sanz)

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