Carro-bomba mata quatro policiais em região autônoma russa

'Foi um ato de terrorismo', diz uma autoridade local; em outro ataque, três civis foram assassinados

Agências internacionais,

31 de agosto de 2007 | 14h53

Um carro-bomba explodiu perto de um veículo da polícia no complicado Norte do Cáucaso nesta sexta-feira, 31, matando quatro policiais, informaram testemunhas e funcionários do governo russo. O ataque ocorreu no centro de Nazran, a principal cidade da Ingushetia, uma região russa autônoma violenta e assolada pela violência, perto da fronteira com a Chechênia. Os corpos de três pessoas, aparentemente policiais, podiam ser vistos no solo, antes que a área fosse isolada e um quarto corpo fosse carregado a uma ambulância. Quatro policiais foram assassinados, informou a seção da Ingushetia do Ministério de Situações de Emergência da Rússia. Em outro ataque, que teve civis como alvo, atiradores invadiram uma casa de uma família russa e mataram três pessoas.  "Foi um ato de terrorismo", disse à Reuters um oficial da promotoria pública local, por telefone. Ele contou que uma patrulha policial em um jipe foi enviada para checar informações de que um Lada cheio de explosivos estava estacionado perto do centro cultural. "Quando a polícia se aproximou do Lada, ele explodiu", disse a autoridade da promotoria. "Não sobrou praticamente nada." O Ministério do Interior inicialmente disse que a explosão foi resultado de um acidente de trânsito. Mas depois chamou o incidente de "ato terrorista". No começo deste mês, 2.500 soldados foram enviados para a região para apoiar as forças de segurança locais. Segundo o comunicado, de três a cinco pessoas ficaram feridas na explosão contra a polícia. Aparentemente, todos os feridos eram civis. A explosão ocorreu após a polícia atender a uma chamada que alertava sobre um carro suspeito. Testemunhas dizem que o veículo da polícia parou perto de um carro estacionado. Policiais saltaram e questionaram um grupo de homens que jogava baralho nas proximidades. A explosão ocorreu logo após, quando os policiais voltavam ao seu veículo, informaram as testemunhas - relatos sugerem que a chamada foi uma cilada para atrair a polícia. Ataque a civis Ataques às autoridades são comuns na Ingushetia. Freqüentemente, são atribuídos a militantes da etnia Ingush ou a rebeldes da vizinha Chechênia, que assistiu a duas guerras devastadoras desde 1994, quando as tropas russas enfrentaram os separatistas islâmicos. No massacre aos civis russos, três homens armados entraram na casa de Vera Draganchuk, na cidade de Karabulak na madrugada da quarta-feira. Os atacantes mataram a tiros o marido da professora Draganchuk e os dois filhos, de 24 anos e 20 anos. Draganchuk não foi atingida porque pulou antes pela janela e escapou dos disparos. A filha de Draganchuk está de férias em um balneário e por isso se salvou. O ataque, aparentemente, foi mais um episódio de violência étnica contra a minoria russa que vive na Ingushetia. No dia 16 de julho, uma professora russa, sua filha de 24 anos e seu filho de 19 anos foram mortos na Ingushetia.  Na quarta-feira, o presidente da Ingushetia, Murat Zyazikov, disse que vários suspeitos já foram presos por causa dos assassinatos de julho. Segundo ele, os atacantes querem provocar pânico entre a população russa para que ela deixe a Ingushetia.

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