Carro de Diana pode ter batido contra outro veículo

Segundo testemunha, outro veículo de cor escura entrou no túnel junto com o Mercedes que levava a princesa

Efe e Ansa,

15 de outubro de 2007 | 14h04

O Mercedes em que a princesa Diana e o namorado, o egípcio Dodi Al-Fayed, estavam na noite em que morreram após colidir contra a coluna de um túnel em Paris pode ter se chocado com outro veículo grande e de cor escura, segundo a versão dada nesta segunda-feira, 15, por testemunhas ao júri a cargo da investigação judicial no Reino Unido.  Veja também:Fotos novas do acidente Os 10 anos da morte de Lady Di  Os franceses Jean-Claude Catheline e sua esposa Annick afirmaram perante os 11 membros do júri e o juiz responsável pelo caso, o lorde Scott Baker, afirmaram ter visto dois carros pretos entrarem no túnel da Ponte da Alma momentos antes da colisão. O casal de franceses, que falou por meio de uma videoconferência transmitida a partir da Corte de Apelações de Paris, contou em detalhes como escutaram o barulho da batida, enquanto caminhavam às margens do rio Sena para buscar o seu veículo, estacionado perto da Torre Eiffel "Quando o veículo preto desapareceu (no túnel), escutamos um barulho de (um carro em) movimento", disse Catheline. "Quase imediatamente escutamos um segundo ruído, muito, muito forte e diferente do primeiro. Escutamos depois os pneus derrapando no asfalto", acrescentou. O casal estava no local junto com sua filha Marie-Agnes, e o noivo dela, David Le Ny. "Do túnel pudemos escutar o barulho de dois veículos que se chocavam", declarou Le Ny, que afirmou lembrar de ter visto o outro carro preto sair do túnel, acelerando em alta velocidade. "Ia muito rápido, lembro de ter dito alguma coisa como que eles eram uns loucos", acrescentou. O casal Catheline contou também que poucos minutos depois do acidente, um homem saiu correndo do lugar pedindo socorro. Esta semana, as audiências na Suprema Corte de Londres se concentraram nos depoimentos de testemunhas francesas que presenciaram a colisão. O julgamento, que começou em 2 de outubro, poderá se prolongar por seis meses e custar mais de US$ 20 milhões ao governo britânico.

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