Carta-bomba na Itália fere funcionário da Receita

Uma carta-bomba feriu um alto funcionário da Receita italiana quando a correspondência explodiu na sede da Equitalia, uma agência estatal responsável pela cobrança de impostos e multas atrasadas, disse a polícia nesta sexta-feira.

REUTERS

09 de dezembro de 2011 | 12h46

A agência de notícias italiana AGI disse que o diretor-geral da Equitalia, Marco Cuccagna, perdeu parte de seu dedo, mas que sua vida não estava em risco.

Fontes jurídicas e investigadores de Roma acreditam que o ataque contra a Equitalia tem ligações com a carta-bomba que foi enviada ao chefe-executivo do Deutsche Bank, Josef Ackermann, e que foi interceptada na Alemanha na quarta-feira antes de chegar ao seu alvo.

Os investigadores também acreditam que o ataque em Roma foi realizado pelo mesmo grupo anarquista responsável pelos dois ataques, também com cartas-bomba, contra as embaixadas da Suíça e do Chile na Itália pouco antes do Natal no ano passado. Duas pessoas ficaram feridas nos incidentes anteriores.

A polícia alemã disse que a bomba enviada a Ackermann foi acompanhada de uma carta escrita em italiano, assinada por um grupo chamado Federação Informal Anarquista, que assumiu a autoria dos ataques em Roma no ano passado. O grupo também se responsabilizou por um dispositivo que feriu duas pessoas nos escritórios de um grupo suíço de lobby nuclear, em março.

A carta enviada ao chefe do Deutsche Bank falava sobre "três explosões contra bancos, banqueiros, pulgas e sanguessugas", segundo a polícia.

(Reportagem de Roberto Landucci)

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