Cartas ameaçadoras são enviadas a premiê e políticos italianos

O primeiro-ministro italiano, Mario Monti, outras autoridades políticas e editores de jornais receberam cartas ameaçadoras e balas inseridas dentro dos envelopes em resposta às medidas de austeridade adotadas pelo governo, disse a polícia nesta sexta-feira.

REUTERS

16 de dezembro de 2011 | 12h34

No mais recente episódio de cartas de intimidação enviadas pelo correio na Itália, a polícia disse ter interceptado dez envelopes no centro de triagem em Catanzaro, na região sul da Calábria.

Cada envelope continha uma bala e uma carta assinada por um grupo, autodenominado Movimento Proletário Armado, com insultos e ameaças por causa das medidas de austeridade aprovadas, disse um porta-voz do governo. Investigadores disseram que o grupo era antes desconhecido.

O governo italiano obteve um voto de confiança na câmara baixa do Parlamento nesta sexta-feira para um pacote de austeridade de 33 bilhões de euros (43 bilhões de dólares), incluindo cortes nos gastos, aumento de impostos e reformas na previdência com o objetivo de preservar as finanças públicas e acalmar a crise de dívida na Europa.

A ministra do Bem-Estar Social, Elsa Fornero, que detalhou os cortes previdenciários nas últimas semanas, o ex-premiê Silvio Berlusconi e o líder do Partido Democrata, Pier Luigi Bersani, eram alguns dos destinatários das cartas, segundo a polícia.

Outras correspondências foram enviadas aos editores dos principais jornais italianos, incluindo o Corriere della Sera e o La Repubblica.

Promotores locais abriram uma investigação sobre as cartas, que não tinham selos quando foram interceptadas.

A polícia aumentou seus esforços de monitoramento depois que um grupo anarquista italiano assumiu responsabilidade por duas cartas-bombas na semana passada. Uma delas causou ferimentos nas mãos e nos olhos de um funcionário da Receita italiana. Ele perdeu parte de um dedo.

(Reportagem de Roberto Landucci)

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