Casa de austríaco que cometeu incesto será demolida

A construção na qual o austríaco Josef Fritzl prendeu e abusou da filha e dos filhos que teve com ela será derrubada, disse um funcionário municipal à imprensa austríaca na sexta-feira.

REUTERS

21 de janeiro de 2011 | 14h56

Fritzl, que cumpre pena de prisão perpétua pelos crimes, manteve sua filha por 24 anos numa cela debaixo de sua casa na cidade de Amstetten, no norte da Áustria, e teve sete filhos com ela.

O prefeito Herbert Katzengruber disse que as autoridades locais decidiram que a construção deveria ser reduzida a destroços. A data da demolição, porém, ainda não foi marcada.

"Eu preferiria que isso acontecesse sob a cobertura da escuridão," disse ele à Agência de Notícias da Áustria, explicando que não gostaria que a demolição se tornasse um espetáculo midiático.

A história sobre o abuso cometido por Fritzl causou impacto em toda a Áustria e no mundo ao ser revelada por acaso em abril de 2008.

Um juiz recomendou a demolição no ano passado, afirmando que era improvável encontrar algum comprador para o prédio vazio dado o histórico dele. Os inquilinos remanescentes saíram pouco depois da descoberta dos crimes de Fritzl.

Fritzl, de 74 anos, foi condenado à prisão perpétua em março de 2009, depois de ser declarado culpado por um júri pelo assassinato de um de seus filhos por negligência. Ele incinerou o corpo do bebê, que havia morrido pouco depois do nascimento dentro da cela, num forno.

Ele também foi condenado por estupro, incesto, coerção e escravização da filha Elisabeth, agora na faixa dos 40 anos, e de privação da liberdade dela e de três filhos dela.

(Reportagem de Sylvia Westall)

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