Casa do primeiro-ministro kosovar é assaltada em Pristina

Durante incidente, aconteceu tiroteio entre seguranças e ladrões, um dos quais, aparentemente, ficou ferido

Efe,

07 de junho de 2008 | 16h46

Um grupo de desconhecidos armados assaltou na noite de sexta-feira, 6, a casa do primeiro-ministro kosovar, Hashem Thaçi, que não estava no local no momento do ato, presenciado por sua mulher e filho. Em entrevista coletiva, realizada neste sábado em Pristina, Thaçi declarou que desconhecia os autores do ataque e afirmou que nada deterá seu trabalho para construir um Kosovo democrático e independente, membro da União Européia (UE) e da Otan. "Não quero julgar previamente. Quero dar tempo, espaço e apoio ao papel das autoridades legais para que completem seu trabalho profissional", afirmou Thaçi sobre os possíveis autores do assalto. Segundo o porta-voz policial Arber Beka, no incidente aconteceu um tiroteio entre os seguranças do chefe do governo e os assaltantes, um dos quais, aparentemente, ficou ferido, embora não tenha sido detido. A guarda pessoal de Thaçi informou a polícia do ataque, mas quando os agentes chegaram ao local os assaltantes já tinham escapado. Apesar do uso das armas, nem a mulher nem o filho de Thaçi ficaram feridos. O político, de 40 anos e que dirige o governo da ex-província sérvia autoproclamada independente em fevereiro passado, manteve ásperos confrontos verbais com o destacado membro da oposição Ramush Haradinaj, com quem compartilhou a atividade guerrilheira contra a Sérvia entre 1998 e 1999. O governo kosovar condenou o assalto, que chamou de "crime". É a primeira vez que Thaçi é alvo de um ataque e o primeiro-ministro advertiu que "ninguém pode deter o trabalho para fazer do Kosovo um Estado digno da União Européia e da Otan". Para atingir estes objetivos "necessitamos intensificar nossa luta contra a corrupção e o crime organizado. Este trabalho não está livre de perigos. Mas, quero lhes assegurar que continuarei o combate contra o diabo com mais determinação", declarou Thaçi sem especificar a quem se referia ao falar do "diabo". Além disso, pediu aos cidadãos kosovares que se reúnam e fortaleçam a unidade. "Quero garantir que ninguém seja capaz de solapar a independência, a ordem democrática, o cumprimento da lei e a segurança para os cidadãos do Kosovo", declarou. Para o próximo dia 15 é aguardada a entrada em vigor da Constituição do Kosovo, que outorgará poderes estatais às autoridades de Pristina, sob a supervisão da UE, apesar da rejeição da Sérvia, que não reconhece a soberania do que considera sua província inalienável.

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