Catalunha começa a organizar referendo sobre separação, apesar de veto de tribunal

O líder da Catalunha criou uma comissão para supervisionar um referendo sobre a independência no mês que vem, desafiando o governo central da Espanha, que recorreu à Justiça para impedir a votação.

REUTERS

03 de outubro de 2014 | 07h41

O presidente da rica região no nordeste do país, Artur Mas, nomeou na noite de quinta-feira uma comissão de sete pessoas para supervisionar a votação, informou o governo local em um comunicado.

Essa foi a primeira medida oficial de preparação para a votação sobre a separação de Espanha, marcada para 9 de novembro, depois que o Tribunal Constitucional concordou na segunda-feira em verificar a legalidade do referendo -

uma decisão que efetivamente suspendeu a votação.

O gabinete do primeiro-ministro Mariano Rajoy se recusou a comentar.

A Catalunha tem uma população de 7,5 milhões de pessoas e um idioma próprio. A região responde por um quinto da economia da Espanha e há muito busca a independência, numa campanha que ganhou força com o referendo do mês passado na Escócia.

O governo espanhol argumenta que qualquer votação sobre a secessão contaria a Constituição da Espanha, de 1979.

A Catalunha anunciou esta semana que iria suspender temporariamente a campanha enquanto se prepara para recorrer da decisão do Tribunal Constitucional.

Mas deve se reunir com os partidos pró-independência em Barcelona nesta sexta-feira para chegar a um acordo sobre uma estratégia a seguir em relação à decisão do tribunal.

Analistas políticos disseram que Mas provavelmente vai antecipar a convocação das eleições regionais, transformando-as em um plebiscito de fato sobre as esperanças de secessão.

(Reportagem de Emma Pinedo)

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