Catalunha define questão da independência; Espanha diz que não vai acontecer

Os partidos separatistas da região da Catalunha, na Espanha, aprovaram na quinta-feira o texto de um referendo sobre a independência em 9 de novembro de 2014, mas o governo espanhol disse que a votação era ilegal e não vai acontecer.

Reuters

12 de dezembro de 2013 | 13h23

O líder do governo regional catalão, Artur Mas, disse que a votação faria duas perguntas: "Você quer que a Catalunha seja um país?" e "Você quer que o país seja independente?"

O ministro da Justiça da Espanha, Alberto Ruiz-Gallardon, disse imediatamente que a votação não pode acontecer porque a Constituição não permite isso.

Tanto o partido do governo o Partido Popular quanto o principal partido da oposição, o Socialistas condenaram a retórica da separação catalã. Ambos perderam substancial apoio eleitoral na região, à medida que a tensão entre Catalunha e Madri aumentou.

A Catalunha tem fortes raízes históricas e culturais e seu próprio idioma, além do espanhol. Ela quer mais poder de decisão em relação aos impostos e gastos públicos, exigências que surgiram no momento em que a Espanha aplicou duras medidas de austeridade para reduzir seu déficit orçamentário.

As pesquisas mostram que cerca da metade dos moradores da Catalunha escolheria a independência em um referendo separatista de sim ou não.

A região, cuja capital é Barcelona, responde por um quinto da economia espanhola e compõe cerca de 15 por cento do seu eleitorado.

(Por Elisabeth O'Leary e Julien Touyer)

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