Caviar é o novo item de luxo produzido na Suíça

Vestido de branco feito um cirurgião, o "mestre caviarzeiro" Tobias Felix corta a pele delgada e cinza de um esturjão e revela a mais nova iguaria de luxo da Suíça.

CAROLINE CO, REUTERS

13 de dezembro de 2011 | 14h34

O caviar "Oona" ("extraordinário," em celta) é o primeiro a ser produzido no país alpino, ao custo de 1.275 francos suíços (1.400 dólares) por 250 gramas.

O produto existe graças à criatividade do engenheiro Peter Hufschmied, que decidiu criar os esturjões - um peixe de água quente - no córrego montanhoso que sai da ponta norte do túnel ferroviário Loetschberg, a uma temperatura de 20C.

Cerca de 35 mil esturjões siberianos foram soltos no local há seis anos, e produziram 300 quilos de ovas para a temporada de inverno 2011/12.

A Suíça, onde 9,9 por cento das famílias são milionárias - maior proporção do mundo, segundo dados do Boston Consulting Group - tem um dos maiores consumos mundiais de caviar per capita.

A fazenda de psicultura de Frutigen, nos arredores de Berna, pretende chegar a 60 mil esturjões, com produção total de 3 toneladas de caviar por ano, sendo dois terços disso para exportação.

"Já recebemos encomendas da Rússia, de Hong Kong e Abu Dhabi", disse Andreas Schmid, diretor de marketing e vendas da Oona. "Isso em parte tem a ver com o fato de a Suíça ter uma reputação de boa qualidade."

O Oona é vendido em quatro variedades diferentes. A 101, melhor delas, contém ovas colhidas pessoalmente por Felix, com diâmetro mínimo de 2,6 milímetros. Ele equivale a apenas 5 por cento do caviar obtido, e uma latinha de 30 gramas custa 215 francos suíços.

(Reportagem de Caroline Copley)

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