Centenas recebem comida depois de terremoto na Espanha

Centenas de pessoas fizeram fila para pegar comida das equipes de emergência nesta quinta-feira na cidade espanhola de Lorca. Eles não podem voltar para as suas casas que foram bastante danificadas por um poderoso terremoto que matou oito pessoas.

JUAN MEDINA, REUTERS

12 de maio de 2011 | 09h51

O prefeito da cidade no sul do país, Francisco Jodar, disse aos repórteres que pelo menos um terço do 90 mil moradores de Lorca tiveram que passar a noite fora de suas casas depois do terremoto na quarta-feira de 5.3 pontos de magnitude.

O número de mortos foi revisado para baixo depois que uma prévia apontou 10 óbitos.

"Nós passamos a noite ao ar livre, na praça. As equipes de emergência nos deram comida e cobertores. Não temos permissão para voltar ao nosso apartamento até que um engenheiro faça a análise do prédio", disse Edgar Rosales, 38, imigrante equatoriano.

Rosales disse que o terremoto derrubou comida das prateleiras da sua loja de alimentos latino-americana e atingiu as suas três filhas. "O mais importante é que estamos todos bem. E juntos", disse Rosales.

O Partido Socialista, de situação, e o Partido Popular, de centro-direita e na oposição, suspenderam eventos das campanhas para eleições locais e regionais na Espanha marcada para o dia 22 de maio.

Pedaços de prédios e entulho encheram algumas ruas de Lorca, que nasceu no período Romano e tem também algumas estruturas medievais. Diversos carros foram esmagados pelo terremoto que aconteceu às 18h46 no horário local.

Uma força-tarefa militar com 200 soldados foi enviada à área para fornecer ajuda e isolar prédios perigosos. A parte da frente de uma igreja desabou horas depois do terremoto e outras edificações são consideradas instáveis.

Terremotos que causam grandes danos e deixam mortos são raros na Espanha, ainda que no sul do país haja falhas geográficas extensas.

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