Centrista François Bayrou sobe em pesquisa eleitoral na França

O apoio ao candidato centrista François Bayrou, em quarto lugar nas pesquisas para as eleições presidenciais da França em abril, subiu 7 pontos percentuais, para 14 por cento, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira.

ERIC FAYE, REUTERS

17 de janeiro de 2012 | 10h13

A pesquisa realizada pela consultoria de negócios Ipsos-Logica mostrou que Bayrou está diminuindo a distância em relação aos adversários para o pleito de 22 de abril.

O favorito François Hollande, do Partido Socialista, teve 29 por cento, o presidente Nicolas Sarkozy, candidato à reeleição, ficou com 23 por cento, e a líder de extrema-direita, Marine Le Pen, com 18 por cento.

As eleições serão decididas num segundo turno entre os dois primeiros colocados, no dia 6 de maio.

Uma outra pesquisa realizada pela Ipsos para a revista semanal Paris Match, na segunda-feira, mostrou um salto na taxa de aprovação de Bayrou para 56 por cento, tornando-o o candidato mais popular e marcando um aumento de 20 pontos durante cinco meses até o início de janeiro.

Ex-ministro da Educação, que quase chegou ao segundo turno nas eleições de 2007, Bayrou está roubando votos tanto da direita quanto da esquerda, mostraram as pesquisas, refletindo a desilusão com Sarkozy e o desapontamento com a campanha de Hollande até agora.

A pesquisa divulgada nesta terça-feira questionou 948 pessoas por telefone, entre 13 e 14 de janeiro, antes do rebaixamento da classificação de risco da dívida francesa, de "AAA" para "AA+", pela agência Standard & Poor's - uma punição às políticas governamentais que analistas afirmam que podem beneficiar candidatos periféricos como Bayrou.

Bayrou foi o primeiro político proeminente a reagir ao rebaixamento, afirmando que era um golpe na imagem da França e para a sua vizinha Alemanha, que manteve sua classificação tripla.

Ele montou seu próprio partido, o Partido do Movimento Democrático (MoDem), após ficar de fora do segundo turno em 2007 e passou a ter conhecido como o "Terceiro Homem", cortejado por partidos de esquerda e de direita que queriam seu apoio no segundo turno.

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