Chanceler belga diz que país vai continuar unido apesar da crise

Os últimos dias têm sido marcados por pedidos de independência de grupos nacionalista; país está sem governo

Efe

22 de setembro de 2007 | 13h45

A Bélgica "não se dividirá" apesar da grave crise política entre as regiões de Flandres e Valônia, garantiu o ministro de Relações Exteriores belga, Karel de Gucht, numa entrevista ao jornal Le Soir. "Não se deve temer que a Bélgica desapareça", afirmou De Gucht, reagindo aos comentários sobre o risco de divisão do país. Os últimos dias têm sido marcados pelos pedidos de independência de grupos nacionalistas flamengos, em conseqüência da crise. Mais de 100 dias depois das eleições de 10 de junho, o país continua sem governo. O motivo das disputas entre os partidos é a pretensão dos flamengos de obter uma maior autonomia para as regiões. Já os francófonos são contra uma nova descentralização.  No entanto, o ministro de Relações Exteriores se definiu como tranqüilo e "zen" na discussão do assunto. Ele está certo de que o país continuará unido. "Discutimos isso há 50 anos e ainda não nos separamos. No fim das contas, somos um casal muito estável", brincou. Membro do Partido Liberal Flamengo (VLD) e um dos negociadores para a formação de um novo Governo, De Gucht reconheceu que, durante o recente conselho informal de Ministros de Relações Exteriores da UE, em Viana do Castelo (Portugal), seus colegas perguntaram por que ainda não havia um Gabinete. O chanceler garantiu ainda que o país não perderá mercados de exportação nem investimentos com a crise política, apesar de "o mundo se espantar" com uma situação que "não evolui depois de 100 dias". "Não me preocupo, mas isso já começa a me cansar", reconheceu.

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