Chanceler diz que Rússia não retaliará Ocidente por sanções

A Rússia não vai impor medidas de retaliação nem “cair em histeria” por conta das sanções econômicas impostas pelo Ocidente, disse o ministro das Relações Exteriores do país, Sergei Lavrov, nesta segunda-feira, tentando assumir uma posição superior em meio a crescentes tensões do país com o Ocidente.

ALEXEI ANISHCHUK E THOMAS GROVE, REUTERS

28 de julho de 2014 | 09h22

Falando em uma entrevista à imprensa, Lavrov disse esperar uma investigação objetiva sobre o incidente do avião da Malásia no leste da Ucrânia, em 18 de julho. Líderes ocidentais dizem que o voo MH17 foi quase certamente abatido por engano por separatistas apoiados pela Rússia que utilizaram um míssil fornecido pelos russos, matando 298 pessoas a bordo.

A Rússia enfrenta mais sanções da Europa por seu papel na crise ucraniana, a qual deixou os laços da Rússia com o Ocidente no pior estado desde o fim da Guerra Fria, mas Lavrov disse que tais medidas podem tornar a Rússia mais independente economicamente.

“Eu garanto a você: nós vamos superar quaisquer dificuldade que possam aparecer em certas áreas da economia, e talvez nos tornemos mais independentes e mais confiantes em nossa própria força”, disse o chanceler.

“Não podemos ignorar isso. Mas cair em histeria e responder a um golpe com outro golpe não está à altura de um grande país."

Membros da União Europeia, furiosos pela queda do MH17, que partira de Amsterdã, devem chegar a uma decisão final na terça-feira sobre as medidas que incluirão fechar os mercados de capitais do bloco a bancos estatais russos, um embargo às vendas de armamentos e restrições a tecnologias de energia.

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