Chanceler esloveno defende que UE elimine sanções a Cuba

Proposta será analisada nesta quinta pelos 27 países membros da União Européia

Efe,

19 de junho de 2008 | 14h18

O esloveno Dimitrij Rupel, que ocupa a Presidência rotativa do Conselho de Assuntos Exteriores Europeu disse ser a favor de acabar com as sanções a Cuba, o que deve ser discutido ainda nesta quinta-feira, 19, por chefes de Estado e de governo da União Européia em uma cúpula do bloco.   "Está no menu", confirmou o ministro de Assuntos Exteriores esloveno antes de entrar em reunião com os líderes dos 27 países membros da UE, que durará dois dias. "Eu sou a favor de levantar as sanções, porque acho que com elas não ajudamos muito, mas devemos ver o que vamos dizer, e como o vamos dizer", explicou Rupel em referência ao difícil consenso que tem que ser alcançado pelos países-membros.   Em sua chegada ao conselho, a comissária de Relações Exteriores européia, Benita Ferrero Waldner, se declarou a favor de acabar com o bloqueio.   "Vemos sinais encorajadores em Cuba, e acho que devemos dialogar com a sociedade civil e ao mesmo tempo com as autoridades, para dizer claramente que queremos progressos e a libertação de mais presos políticos", defendeu a comissária. Ferrero Waldner disse estar esperançosa de que esta noite se levantem as sanções.   Suécia e República Tcheca poderiam vetar o fim das sanções diplomáticas a ilha - aprovadas em 2003 e suspensas em 2005 -, uma decisão que tem que ser tomada por unanimidade.   Também não está definida a posição da Alemanha, após na segunda-feira passada a chanceler alemã, Angela Merkel, ter surpreendido a todos pedindo o adiamento da decisão do Conselho em uma reunião em Luxemburgo.   A Espanha, pelo contrário, quer transferir à UE sua própria política bilateral com Cuba e para isso dialoga com as autoridades dos países-membros sobre todos os assuntos.   Os ministros de Assuntos Exteriores dos 27 países debaterão o assunto na noite desta quinta, embora possa ser levada em conta a vontade da Alemanha, o que atrasaria uma decisão para a Presidência francesa da UE no segundo semestre.

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