Chanceler francês tenta explicar comentário sobre guerra no Irã

Dias antes da ONU votar novas sanções ao Irã, Bernard Kouchner tenta passar 'mensagem de paz'

REUTERS

18 de setembro de 2007 | 08h24

O ministro das Relações Exteriores francês, Bernard Kouchner, tentou nesta terça-feira, 18, explicar suas declarações de que a França deveria se preparar para a possibilidade de uma guerra com o Irã e disse a um jornal que queria passar uma "mensagem de paz". "A pior situação é a guerra. Para se evitar isso, a atitude da França é negociar, negociar, negociar, sem medo de ser rejeitada, e trabalhar com nossos amigos europeus em cima de sanções com credibilidade", afirmou ele, segundo o Le Monde. Em entrevista à rádio RTL e à TV LCI, o ministro disse no domingo que "devemos nos preparar para o pior. O pior é a guerra". Ele afirmou, no entanto, que uma guerra não era uma possibilidade iminente. Mas, em comentários na edição desta terça-feira do Le Monde, o chanceler tentou explicar as declarações, que foram condenadas pelo Irã e levaram a um apelo por calma pelo chefe da agência nuclear da Organização das Nações Unidas (ONU), Mohamed ElBaradei. "Não quero que se diga que eu sou fomentador de guerras. Minha mensagem foi uma mensagem de paz, de seriedade e de determinação", disse ele, segundo o jornal, em uma viagem a caminho de Moscou para conversas com seu colega russo.   França, Reino Unido, Alemanha, Estados Unidos, Rússia e China reúnem-se na sexta-feira para discutir possíveis novas sanções contra o Irã. O país não suspendeu atividades nucleares consideradas sensíveis. A França vem pedindo sanções mais duras da ONU contra o Irã. Kouchner disse que tais medidas são destinadas a evitar a guerra e que, se o Conselho de Segurança da ONU não concordar com mais punições contra a República Islâmica, a França trabalhará por sanções separadas da União Européia (UE).

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