Sergei Karpukhin/Reuters
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Chanceler russo alerta para risco de 'guerra fratricida' na Ucrânia

O ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, acusou nesta quarta-feira os países ocidentais de empurrar a Ucrânia para uma "guerra fratricida" e repetiu o pedido de Moscou de encerramento das ações militares do governo provisório ucraniano contra os separatistas pró-Rússia.

STEVE GUTTERMAN, Reuters

28 Maio 2014 | 12h24

As declarações de Lavrov seguem a tendência russa de culpar os Estados Unidos e a União Europeia pela turbulência na Ucrânia, onde forças do governo mataram dezenas de rebeldes na província oriental de Donetsk na segunda e na terça-feira.

"As pessoas (da Ucrânia) estão essencialmente sendo empurradas para o abismo de uma guerra fratricida", disse Lavrov em uma recepção com a presença do chefe da Igreja Ortodoxa Russa, patriarca Kirill, segundo as agências de notícias da Rússia.

Ele não citou nenhum país específico, mas deixou claro que estava culpando o Ocidente, dizendo que a crise da Ucrânia foi causada por "esforços para usar o país não como um elo unificador entre as diferentes partes do espaço euroasiático, que é o seu papel absolutamente natural, mas como um divisor de águas entre o oeste e o leste do continente europeu".

A decisão do ex-presidente ucraniano Viktor Yanukovich de recusar um pacote de ajuda econômica e livre comércio da União Europeia, em novembro, provocou os protestos que levaram à sua derrubada em fevereiro.

A Rússia anexou, então, a região da Crimeia e os separatistas pró-Rússia invadiram edifícios em várias cidades do leste, levando a um confronto com o governo interino e agravando a pior disputa entre Moscou e o Ocidente desde a Guerra Fria.

Segundo a Interfax, Lavrov disse que a eleição presidencial de domingo, com a vitória do magnata Petro Poroshenko, "deveria ajudar a promover um fim da operação punitiva" , termo usado pelo governo da Rússia para descrever a ofensiva militar no leste da Ucrânia.

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