Chanceler turco volta a pedir fim da repressão na Síria

Turquia pressiona país após descartar possibilidade de intervenção extrangeira para conter crise

REUTERS

17 de agosto de 2011 | 08h44

ISTAMBUL - O ministro de Relações Exteriores da Turquia, Ahmet Davutoglu, voltou a pedir nesta quarta-feira, 17, ao governo sírio que suspenda as operações militares de repressão às manifestações em massa pela destituição do presidente Bashar al-Assad.

 

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Os líderes turcos, que antes apoiavam Assad, estão demonstrando crescente frustração com a feroz repressão promovida pelo presidente sírio contra os protestos pelo fim de seus 11 anos no poder.

Davutoglu fez as novas declarações depois de ter descartado, na terça-feira, a possibilidade de intervenção estrangeira na Síria pelo fato de tanques sírios estarem disparando em áreas da cidade portuária de Latakia, num ataque em que foram mortas 36 pessoas. Na sua parte sul, a Turquia faz fronteira com a Síria.

"Primeiro, e acima de tudo, o derramamento de sangue tem de parar. As operações militares têm de parar", disse Davutoglu em entrevista à imprensa, tendo ao lado o chanceler jordaniano, Nasser Judeh.

"Se as operações continuarem na Síria, e as operações se tornarem um problema regional, a Turquia não pode naturalmente permanecer indiferente", acrescentou.

Ao lhe perguntarem sobre uma informação da imprensa de que a Turquia poderia criar uma zona de proteção ao longo de sua fronteira com a Síria, Davutoglu disse que atualmente não há tal desdobramento.

"Estamos falando de uma fronteira de 900 quilômetros de extensão. Não podemos falar de imediato sobre tal desdobramento", afirmou.

Autoridades turcas negaram na terça-feira notícias indicando que a Turquia estava planejando criar uma zona de proteção para evitar um influxo de refugiados no país.

(Reportagem de Ibon Villelabeitia e Ece Toksabay)

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