Charge de Maomé faz Turquia rejeitar dinamarquês na Otan

Governo turco diz que países muçulmanos vetam candidatura de premiê da Dinamarca para secretário-geral

Efe,

27 de março de 2009 | 19h19

O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse nesta sexta-feira, 27, que não apoiaria a candidatura de seu colega dinamarquês, Anders Fogh Rasmussen, à Secretaria-Geral da Otan devido à sua atitude durante a "crise da charge". Em declarações ao noticiário da televisão NTV, Erdogan informou que nesta sexta manteve "uma longa conversa" telefônica com Rasumussen, na qual lhe explicou a postura de Ancara.

  

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"Somos o único país muçulmano na Otan. A atitude de Rasmussen durante a crise é conhecida. Agora todos os países muçulmanos nos estão chamando e dizendo 'não, nunca!' a essa candidatura", afirmou o chefe do governo turco.

 

A crise aconteceu em setembro de 2005, quando uma charge publicada pelo jornal Jyllands-Posten com Maomé vestindo um turbante misturado com uma bomba, em alusão ao terrorismo islâmico, causou incidentes diplomáticos entre e a Dinamarca e países muçulmanos, além de ameaças de morte ao seu autor, Kurt Westergaard.

 

O autor, na época com 73 anos, recebeu proteção da polícia dinamarquesa, que o levou a um paradeiro desconhecido, junto com a mulher dele, que tinha 65 anos na ocasião.

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