Chávez chega a Moscou para tratar de cooperação militar

Venezuelano vai se reunir com o presidente russo, Dmitri Medvedev, e com o primeiro-ministro Vladimir Putin

Efe,

22 de julho de 2008 | 04h16

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, chegou nesta terça-feira, 22, à capital russa em uma visita de trabalho com agenda centrada na cooperação militar e no desenvolvimento dos vínculos econômicos entre Caracas e Moscou. Chávez se reunirá nesta terça-feira com o presidente russo, Dmitri Medvedev, e com o primeiro-ministro Vladimir Putin, disse à Agência Efe um porta-voz do Ministério de Informação da Venezuela. O governante venezuelano visita a Rússia pela segunda vez em menos de dois anos a convite de Medvedev, que sucedeu Putin no Kremlin em maio. Às vésperas de sua visita, que termina na quarta-feira, Chávez manifestou sua intenção de forjar com o novo chefe do Kremlin uma "relação de amizade e de confiança política". A agenda da visita de trabalho do presidente venezuelano à Rússia está centrada na cooperação militar, em particular no interesse de Caracas de adquirir armamento russo. O próprio líder bolivariano antecipou em Caracas que durante sua viagem supervisionará um "sistema de tanques de guerra". Segundo fontes do complexo industrial militar russo, os dois países poderiam assinar durante a estadia de Chávez vários contratos de armamento pesado, avaliados em US$ 1 bilhão, informou a agência russa Interfax. A Venezuela está interessada em comprar entre 10 e 20 sistemas antiaéreos Tor-M1, os mesmos que o Irã adquiriu no final de 2005. Além disso, pode ser acertada a compra de três submarinos da classe "Varshavianka", projeto 636 (Quilo, segundo a classificação da Otan). A exportadora estatal russa de armamento Rosoboronexport afirmou que durante a visita de Chávez pode ser assinado um acordo para a provisão de material bélico. "Este acordo permitirá garantir as provisões de armamento para as necessidades de defesa da Venezuela de maneira operacional, e conforme as obrigações internacionais e legislações de ambos os países", declarou o porta-voz da Rosoboronexport, Viacheslav Davidenko, citado pela Interfax.

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