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China adverte Sarkozy sobre encontro com dalai-lama

Pesquisador chinês tenha intimidar França dizendo que negócios entre os dois países serão prejudicados

AE-AP

29 de novembro de 2008 | 22h26

Os negócios entre a França e a China devem ser prejudicados se o presidente francês, Nicolas Sarkozy, concretizar a intenção de se encontrar com o dalai-lama. A afirmação é de um importante pesquisador chinês ligado ao governo de Pequim e foi publicada em um jornal estatal, neste Sábado, 29. Veja também: China adia cúpula com UE pela visita do dalai-lama à Europa Os comentários de Feng Zongping foram divulgados pelo China Daily. A reportagem mostra a determinação chinesa para intimidar Sarkozy e outros líderes estrangeiros em relação a seus contatos com o líder budista tibetano exilado. A retaliação comercial é uma das armas mais poderosas à disposição da China. A decisão de Pequim de não participar de um encontro com a União Européia que ocorreria nesta segunda-feira na França já despertou críticas de empresários franceses. Mais de 150 empresários chineses eram esperados para fazer negócios com seus pares franceses. Segundo Feng, a França "subestimou a disposição chinesa para proteger sua soberania". O analista é diretor de estudos europeus do Instituto de Relações Internacionais Contemporâneas da China, bastante próximo do Ministério das Relações Exteriores. A China acusa o dalai-lama de buscar a independência do Tibete. O próprio líder religioso argumenta que quer apenas mais autonomia, de modo a salvaguardar a cultura local. Para Feng, é muito difícil abordar a questão do Tibete e "manter boas relações comerciais com a China". O dalai-lama fugiu do Tibete em 1959, após uma fracassada insurgência contra o domínio de Pequim. Ele comanda o governo tibetano no exílio, na Índia.

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