China e Rússia devem atuar em inquérito de armas químicas na Síria, diz Moscou

O governo russo vai insistir que representantes russos e chineses juntem-se à investigação da ONU sobre acusações de que armas químicas foram usadas na Síria na semana passada, afirmou um importante diplomata russo nesta segunda-feira.

Reuters

25 de março de 2013 | 08h37

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, anunciou o inquérito na quinta-feira, e deixou claro que iria se concentrar em um ataque que matou 26 pessoas perto de Aleppo. O governo sírio e opositores acusaram um ao outro de dispararem mísseis carregados com elementos químicos.

O vice-chanceler russo, Gennady Gatilov, disse que a investigação só poderia ser objetiva se fosse conduzida por um "grupo equilibrado de especialistas internacionais."

O grupo "deve sem falta incluir representantes dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, incluindo especialistas químicos russos e chineses", afirmou Gatilov no Twitter.

O anúncio de Ban ocorreu após uma disputa entre a Rússia e membros ocidentais do Conselho da ONU sobre o escopo da investigação.

Autoridades norte-americanas e europeias dizem que não há evidências de um ataque com armas químicas. Caso um seja confirmado, seria a primeira vez que um ataque deste tipo de arma teria sido utilizado no conflito sírio de dois anos, que a ONU diz já ter custado 70 mil vidas.

O governo russo acusou inicialmente os rebeldes pelo uso de armas químicas no incidente em Aleppo, ecoando a versão do governo sírio, mas depois Gatilov disse que não havia "provas inequívocas" sobre isso.

O governo sírio não confirmou que possui armas químicas, mas diz que se as tivesse, não usaria contra seu próprio povo.

(Reportagem de Steve Gutterman)

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