Cidade britânica encontra símbolo raro da Primeira Guerra

Uma cidade no norte da Inglaterra encontrou um símbolo da covardia da guerra "incrivelmente raro".

REUTERS

11 de novembro de 2011 | 14h47

Arquivistas na cidade de Wolverhampton encontraram uma pena branca -- enviada para homens acusados de covardia durante a Primeira Guerra Mundial por não "fazerem a sua parte" no esforço de guerra -- com uma carta anônima dirigida a William Weller e assinada "A. Coração de Frangote".

Weller foi um arquiteto local dispensado do serviço militar por razões médicas e porque o seu trabalho em Wolverhampton era vital para o esforço de guerra.

A arquivista Heidi McIntosh disse que Weller foi sócio na firma de arquitetos Weller, que projetou os edifícios na cidade nos séculos 19 e 20.

A carta e a pena foram encontradas por funcionários do conselho e do Comitê de Preservação de Edifícios de Wolverhampton, enquanto eles vasculhavam os arquivos.

"Sua defesa galante + prolongada contra os ataques brutais do tribunal local foi notada pelo Conselho Supremo da Ordem Mais Nobre da Trincheira Dodgers", diz a carta.

A Ordem da Pena Branca foi fundada no início da Primeira Guerra Mundial e teve como objetivo coagir os homens a se alistar no Exército, persuadindo as mulheres a presenteá-los com uma pena branca se eles não estivessem vestindo um uniforme.

McIntosh disse que a descoberta da pena e da carta intactas foi particularmente rara já que as cartas eram feitas para envergonhar o destinatário, que provavelmente não as guardaria.

Ela disse que William, que tinha pouco mais de 40 anos na época, não deveria ter recebido a pena branca porque ele tinha sido dispensado do serviço militar por razões médicas e porque estava realizando trabalhos de guerra essenciais, construindo casas para trabalhadores da indústria de aço.

Foi ainda mais surpreendente que ele tenha guardado ambas.

"E nós estamos muito gratos que por ele ter feito isso porque é um artefato fascinante e uma descoberta incrivelmente rara - até mesmo o Museu da Guerra Imperial não parece ter uma. Dá uma visão alternativa assustadora da guerra."

(Reportagem de Paul Casciato)

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