Cidade do norte da Espanha remove estátua de Franco

Lei aprovada em 2007 obriga cidades a remover símbolos públicos da ditadura e renomear ruas do regime

Agência Estado e Associated Press,

18 de dezembro de 2008 | 15h15

Homens com britadeiras retiraram, nesta quinta-feira, 18, uma estátua do general Francisco Franco de uma praça na cidade de Santander - norte da Espanha -, eliminando mais um símbolo das décadas da ditadura de direita no país. Os trabalhadores perfuraram a base de concreto da estátua de cobre que mostrava Franco galopando um cavalo e segurando uma vareta com a mão direita. Muitos símbolos da era Franco, que comandou a Espanha de 1939 até sua morte, em 1975, já foram retiradas desde que a democracia foi formalmente restaurada na Espanha, em 1978.  Foto: Efe Com a retirada dessa estátua de Franco haverá apenas uma em vias públicas, instalada em Melilla, cidade espanhola na costa do norte da África. Durante o regime franquista, cerca de 20 estátuas, retratando Franco em pé ou a cavalo, foram colocadas nas ruas. A estátua de Santander, que tinha 44 anos, foi levada para um depósito municipal. Ao todo, a estrutura, incluindo a base, tinha 7 metros de altura. Foto: AP Uma lei, aprovada pelo Parlamento espanhol em dezembro do ano passado, obriga as cidades a remover símbolos públicos da era Franco, tais como estátuas ou placas, e a renomear ruas batizadas em homenagem a Franco ou aos generais que lutaram com ele durante a Guerra Civil Espanhola, que durou de 1936 a 1939. Mas, no caso de Santander, a prefeitura havia aprovado a remoção da estátua vários anos atrás, de maneira que o local pudesse ser reformado. A lei parlamentar é um tributo simbólico às vítimas do regime Franco e ao governo republicano que ele derrotou depois de um golpe militar. Mas muito pouco tem sido feito para implementar a lei de remoção dos símbolos da era Franco, principalmente porque o governo não deu um prazo final para as cidades ou enviou recursos para que ela fosse cumprida, disse Jesus de Andres Sanz, cientista político da Universidade Aberta. "Nada mudou", disse ele.

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