Cientistas veem alto risco de que Ebola chegue à França e Reino Unido em outubro

Cientistas veem alto risco de que Ebola chegue à França e Reino Unido em outubro

Esses números consideram que o tráfego aéreo permanecerá em capacidade total. Considerando uma redução de 80 por cento nas viagens - refletindo o fato de que muitas companhias estão reduzindo os voos nas regiões afetadas - o risco da França é de 25 por cento, enquanto da Grã-Bretanha fica em 15 por cento.

KATE KELLAND, REUTERS

06 de outubro de 2014 | 10h33

Cientistas usam padrões de propagação do Ebola e dados de tráfego aéreo para prever uma probabilidade de 75 por cento na chance de o vírus chegar à França até 24 de outubro, e 50 por cento na Grã-Bretanha na mesma época.

“É realmente uma loteria”, disse Derek Gatherer, da universidade britânica de Lancaster, um especialista em vírus que tem monitorado a epidemia - o maior surto de Ebola na história.

A epidemia matou mais de 3.400 pessoas desde que começou no oeste da África em março, e está se alastrando mais rapidamente, tendo infectado 7.200 pessoas até agora. Nigéria, Senegal e agora Estados Unidos - onde o primeiro caso foi diagnosticado na terça-feira em um homem que chegou da Libéria - viram pessoas com o vírus hemorrágico chegarem a seu solo.

A França está entre os países com maior possibilidade de serem afetados porque os Estados mais afetados incluem Guiné, que, junto a Serra Leoa e Libéria, é um país de língua francesa e tem intricados itinerários de viagem, ao passo que o aeroporto britânico de Heathrow é um dos centros aeroportuários mais movimentados do mundo.

“Se isto continuar a afetar o oeste da África e ficar pior, como algumas pessoas prevêem, é apenas uma questão de tempo antes de um desses casos estar em um avião em direção à Europa”, disse Gatherer.

A Bélgica tem risco de 40 por cento de ver a doença chegar a seu território, enquanto Espanha e Suíça têm, cada um, 14 por cento, de acordo com o estudo publicado.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) não impôs nenhum restrição de viagens e encorajou companhias aéreas a continuar a voar para os países pior atingidos. A British Airways e a Emirates suspenderam alguns voos.

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