Cinco britânicos admitem planejar explosões em aviões

Acusados afirmam que ação era parte de golpe publicitário, mas não atingiria vôos comerciais para os EUA

Agência Estado e Associated Press,

14 de julho de 2008 | 09h18

Cinco homens acusados de participação em um complô para explodir aviões sobre o Oceano Atlântico declararam-se culpados de planejar explosões em vôos transatlânticos, mas negaram envolvimento no suposto plano para derrubá-los, manobra frustrada pela polícia e que obrigou o Reino Unido a redobrar as medidas de segurança nos aeropor   A promotoria britânica acusa os cinco, além de outros três réus, de terem a intenção de matar centenas de pessoas detonando bombas escondidas em garrafas de refrigerante sobre o Atlântico ou cidades americanas. Os promotores afirmam que o grupo estava perto de promover o ataque quando foi preso, em agosto de 2006, e que os suspeitos haviam publicado "vídeos de martírio" que seriam divulgados depois que as ações suicidas tivessem sido executadas.   Três dos cinco réus - Abdulla Ahmed Ali, de 27 anos, Assad Sarwar, de 28, e Tanbir Hussain, de 27 - afirmaram ter planos de provocar explosões, mas não a bordo de vôos comerciais de Londres para a América do Norte. Eles e mais dois réus - Ibrahim Savant, de 27 anos, e Umar Islam, de 30 - também admitiram "conspirar para causar transtornos ao público" ao divulgarem vídeos com ameaças de ataques suicidas.   Os réus negaram as acusações. Ali e Sarwar disseram à corte que estavam reunindo armas como parte de um golpe publicitário para promover um documentário antiocidental do qual os vídeos fariam parte. Ali disse que pretendia promover uma pequena explosão, sem vítimas, que abalasse os londrinos e atraísse atenção para o filme. Ele citou como possíveis alvos o Parlamento britânico, uma refinaria de petróleo ou um aeroporto.

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