Cinzas vulcânicas custam US$ 1,7 bilhão às companhias aéreas, diz Iata

Diretor-geral da Associação Internacional de Transportes Aéreos diz que espaço aéreo europeu deveria ser unificado

EFE

21 de abril de 2010 | 07h35

As companhias aéreas perderam até agora cerca de US$ 1,7 bilhões devido às restrições impostas pelas autoridades aeronáuticas por causa da nuvem de cinzas gerada pela erupção vulcânica na Islândia, informou nesta quarta-feira, 21, Giovanni Bisignani, diretor-geral da Associação Internacional de Transportes Aéreos (Iata).  

 

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"Os cancelamentos de voos custaram até agora às companhias aéreas mais de US$ 1,7 bilhões e, o que é pior, a crise impactou em 29% da aviação oficial e afetou 1,2 milhão de passageiros", disse Bisignani.

 

Segundo ele, "a crise ofusca à do 11 de Setembro (de 2001), quando o espaço aéreo americano esteve fechado durante três dias" por causa dos atentados terroristas de então.

 

Bisignani disse esperar que, dessa situação, se tire a conclusão de que é necessário unificar o espaço aéreo europeu e que haja, além disso, o convencimento de que a aviação deve ter um lugar mais importante na agenda política internacional.

 

"O caos e as perdas econômicas da semana passada são um claro apelo aos líderes europeus para unificar de forma urgente o espaço aéreo europeu", ressaltou o diretor-geral da Iata.

 

Além disso, ele reiterou as críticas que já tinha formulado em Paris aos Governos europeus em função do fechamento do espaço aéreo que, segundo ele, se baseou em "modelos teóricos, e não em fatos concretos".

 

"Voos de teste de nossos membros demonstraram que esses modelos eram errôneos", assegurou Bisignani.

 

Ele também indicou que todos os membros da Iata dão prioridade à segurança e que conseguiram fazer da aviação a forma mais segura de viajar baseando suas decisões "nos fatos, e não em ficções teóricas".

 

O diretor disse que agora é preciso buscar fórmulas para mitigar os efeitos econômicos da crise gerada pelo vulcão. Além disso, ressaltou que se deve discutir o tema de indenizações estatais.

 

"Sou o primeiro a dizer que a indústria não deve depender de subvenções. Mas o que aconteceu é uma situação extraordinária", afirmou Bisignani, lembrando também sobre a assistência financeira do Governo americano às companhias aéreas após os atentados de 11 de setembro de 2001.

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