Clérigo paquistanês pede assassinato de Salman Rushdie

Revoltado com condecoração, radical religioso diz que quem eliminar o escritor garantirá lugar no paraíso

Agências Internacionais, Agencia Estado

21 Junho 2007 | 13h10

Um clérigo radical paquistanês emitiu nesta quinta-feira, 21, um decreto islâmico que exige o assassinato do escritor anglo-indiano Salman Rushdie, cuja recente condecoração com o título britânico de "Sir" provocou uma onda de protestos em vários países islâmicos.Segundo o decreto emitido por Abdul Rashid Ghazi, conhecido por seus atos de extremismo religiosos, quem aceitar cometer o assassinato do escritor deve fazê-lo, para ganhar um posto no paraíso. Já existe um decreto iraniano que pede a morte do escritor.O autor de Versos Satânicos, livro considerado uma blasfêmia aos países muçulmanos, levou o Irã a condená-lo à morte em 1989. A condecoração já foi condenada pelos governos do Egito, Irã e Paquistão, assim como por grupos islâmicos em outros países nos quais o romance de Rushdie, Versos Satânicos inflamou os ânimos muçulmanos. Rushdie foi condecorado pela rainha Elizabeth 2ª no último dia 15 de junho.Em seu decreto, Rashid Ghazi fez um apelo para que a sentença seja "executada sem demora", ao mesmo tempo que apoiou uma das polêmicas declarações do ministro paquistanês de Assuntos Religiosos, Mohammad Ejaz-ul Haq, que considerou justificável a ação de terroristas por conta do título concedido ao escritor.Ejaz-ul Haq posteriormente ressaltou que não estava incentivando um atentado diretamente ao condecorado, mas sim justificando uma das possíveis causas de ator terroristas.

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