Coalizão do governo britânico enfrenta sua pior crise

A coalizão do governo da Grã-Bretanha passou por sua pior crise nesta segunda-feira, quando integrantes do Partido Conservador, de David Cameron, e seus parceiros liberal-democratas vetaram partes essenciais dos projetos de reforma eleitoral uns dos outros.

Reuters

06 de agosto de 2012 | 15h50

O líder liberal-democrata, Nick Clegg, disse que a coalizão - formada há dois anos após uma eleição nacional inconclusiva - entrou em território novo depois que os conservadores se recusaram apoiar seu projeto para modernizar a câmara alta do Parlamento, a Câmara dos Lordes.

A reforma era um ponto chave do acordo de coalizão entre os conservadores e os liberal-democratas, que em troca agora prometeram se opor aos planos dos conservadores de uma reforma constitucional dos limites geográficos das circunscrições eleitorais.

A mudança nas circunscrições, que favorece amplamente os conservadores, também era parte do acordo de coalizão. A oposição de Clegg a elas abalará ainda mais a parceria entre os dois partidos.

"É claro que não posso permitir uma situação onde os rebeldes conservadores podem escolher a dedo as partes do contrato de que gostam, enquanto os parlamentares liberal-democratas ficam atados ao acordo inteiro", disse Clegg a jornalistas nesta segunda-feira em uma entrevista coletiva.

O abandono da reforma da Câmara dos Lordes é especialmente humilhante para os "lib dems" porque o partido apoiou uma proposta controversa, como parte do acordo de coalizão, para aumentar as anuidades das universidades, em uma decisão que afetou seu desempenho nas pesquisas de opinião.

"Meu partido manteve-se no contrato mesmo quando isso significou votarmos por coisas que achávamos difícil (apoiar)", afirmou Clegg.

"Nós, liberal-democratas, estamos nos mostrando como um partido maduro e competente de governo e estou orgulhoso de que tenhamos cumprido nossas obrigações", acrescentou ele.

"Mas o Partido Conservador não está honrando o compromisso com a reforma dos Lordes e, como resultado, parte do nosso contrato foi rompido", afirmou ele.

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