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Reuters
Reuters

Coalizão no poder da Ucrânia aprovará lei contra entrada do país na OTAN

Iniciativa altera curso pró-ocidental do país e favorece alinhamento com a Rússia

Associated Press,

16 de março de 2010 | 19h24

A nova coalizão no governo da Ucrânia disse nesta terça-feira, 16, que irá aprovar uma lei contra a entrada do país em organizações militares, como a OTAN, uma mudança que favorecerá o alinhamento do país com a Rússia e o afastará de sua anterior posição pró-Ocidente. 

 

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Em um comunicado publicado no jornal oficial do Parlamento, o bloco do presidente Viktor Yanukovych afirmou que a nova legislação irá "consagrar o status não-aliado da Ucrânia legalmente".

 

Esta medida neutralizaria uma das iniciativas principais do predecessor de Yanukovych, o pró-ocidental Viktor Yushchenko, que fez esforços para o país ser admitido na OTAN desde que assumiu o poder na Revolução Laranja de 2004.

 

Apesar da posição pró-OTAN de Yushchenko nunca terem sido amplamente populares no país, ela enfureceu a Rússia - que recentemente publicou uma doutrina militar nomeando o alinhamento ocidental da Ucrânia como sua principal ameaça externa.

 

Os esforços de Moscou para recuperar sua influência sobre a Ucrânia e outros países ex-soviéticos ganharam um forte impulso com a eleição de Yanukovych, que prometeu cooperar com a Rússia nas áreas militares e energética.

 

Nestya terça, a oposição ucraniana assinou um acordo formal para trabalhar contra Yanukovych e seus aliados no Parlamento. "Hoje estamos formando uma união de partidos de oposição", disse a líder opositora Yulia Tymoshenko, que perdeu por uma pequena diferença as últimas eleições para Yanukovych.

 

"A união nos permitirá coordenar nossos esforços, nos dando a habilidade de proteger a Ucrânia e seu rumo democrático", disse Yulia em uma cerimônia conjunta com outros sete parlamentares que se opõem a Yanukovych.

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